Criança
Encontra aqui suplementos e vitaminas para crianças: gomas, gotas, xaropes e comprimidos mastigáveis. Explicamos que doses fazem sentido por idade, que formas são mais fáceis de dar e como ler o rótulo.Ler mais →
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Vitaminas e suplementos para crianças: formas, doses e escolhas
Uma criança não é um adulto em versão pequena. Precisa de doses ajustadas à idade e ao peso, e de uma forma que consiga tomar sem transformar o pequeno-almoço numa negociação. Por isso organizámos esta coleção por forma e por fase, não por marca.
A maioria das crianças come de forma variada e não precisa de muito. As lacunas mais frequentes são a vitamina D nos meses de pouco sol, o ferro em fases de crescimento rápido e o ómega-3 quando não entra peixe gordo em casa. As afirmações permitidas são concretas: a vitamina D contribui para o crescimento e o desenvolvimento normal dos ossos das crianças, e o ferro contribui para o desenvolvimento cognitivo normal das crianças. Não prometemos mais do que isso. Encontras produtos para outras fases na nossa área Mãe & Criança.
A forma que a criança aceita é a forma que funciona
- Gotas: dose fácil de ajustar ao pingo, misturam-se em leite, papa ou iogurte. A escolha habitual para os mais pequenos.
- Xaropes e líquidos: permitem meia dose sem partir nada e costumam ter sabor de fruta. Verifica sempre o adoçante e a conservação depois de abrir.
- Gomas: a adesão é alta e é aí que está o valor. A nuance honesta: muitas contêm um a três gramas de açúcar por goma, e são doces que ficam nos dentes.
- Comprimidos mastigáveis e pó: a partir da idade escolar, quando mastigar já não é problema. O pó dilui-se em água e evita o efeito guloseima.
Se o teu filho recusa comprimidos, vale mais uma dose modesta que ele toma todos os dias do que uma dose perfeita que fica na gaveta. Entre as gomas mastigáveis preferimos as que declaram o açúcar por unidade e não escondem a dose atrás de uma lista longa de ingredientes.
Como escolhemos os suplementos para crianças
Olhamos sempre para três coisas: a forma, a dose e as combinações que fazem sentido. Para crianças, damos preferência a gotas e líquidos com dose ajustável, e a doses que ficam claramente dentro dos valores de referência para a idade. Na vitamina D escolhemos D3 em vez de D2, porque o corpo a utiliza melhor. Deixamos de fora os produtos que juntam quinze ingredientes em quantidades simbólicas, porque isso dá uma boa embalagem e pouco mais. Compramos diretamente às marcas, a nossa equipa de compliance verifica cada produto antes de ficar online, e testamos lotes por amostragem, também em laboratórios independentes. Podes ler como selecionamos as marcas.
Esta coleção é para pais que querem cobrir uma lacuna concreta, não substituir refeições. Um multivitamínico completo faz sentido em fases de alimentação muito selectiva ou numa dieta vegetariana; num único nutriente em falta, um produto simples é melhor escolha. Conta com duas a quatro semanas de uso consistente antes de avaliar qualquer coisa, e guarda os frascos fora do alcance das crianças: sabores de fruta convidam a repetir. Em caso de doença, medicação ou dúvida sobre ferro, fala primeiro com o pediatra.
Perguntas frequentes
A partir de que idade faz sentido dar um suplemento a uma criança?
Depende do nutriente e da alimentação, não da idade em si. Nos bebés, a vitamina D em gotas é normalmente indicada pelo pediatra desde as primeiras semanas. Depois da introdução alimentar, uma criança que come de forma variada raramente precisa de suplementos. As situações que justificam apoio são concretas: pouca exposição solar, dieta vegetariana ou vegana, alimentação muito selectiva, ou pouco peixe na semana. Se não consegues nomear a lacuna, provavelmente não precisas do produto.
Que forma devo escolher: gotas, xarope, gomas ou comprimido mastigável?
Escolhe pela idade e pela facilidade de dar todos os dias. A tabela resume as diferenças práticas:
| Forma | Idade indicativa | A ter em conta |
|---|---|---|
| Gotas | Bebés e crianças pequenas | Dose muito ajustável |
| Xarope ou líquido | A partir dos 2 anos | Verificar adoçantes |
| Gomas | Idade pré-escolar e escolar | Contêm açúcar |
| Comprimido mastigável | Idade escolar | Precisa de mastigar bem |
| Pó | Idade escolar | Dilui-se em água |
Na dúvida, escolhe a forma que a criança aceita sem discussão.
Quanta vitamina D precisa uma criança por dia?
A autoridade europeia de segurança alimentar (EFSA) define valores de referência por idade. A vitamina D contribui para o crescimento e o desenvolvimento normal dos ossos das crianças.
| Idade | Valor de referência | Em UI |
|---|---|---|
| 7 a 11 meses | 10 mcg | 400 UI |
| 1 a 17 anos | 15 mcg | 600 UI |
Fonte: EFSA
Vê os produtos com vitamina D3 na dose adequada.
Posso dar meia dose de um multivitamínico de adulto?
Não é boa ideia. Um comprimido de adulto não distribui os nutrientes de forma uniforme, por isso partir ao meio não dá metade de cada coisa. Além disso, alguns produtos para adultos contêm doses de vitamina A, ferro ou zinco altas para uma criança, e extratos de plantas que não estão pensados para elas. Um produto formulado para crianças resolve o problema da dose e da forma ao mesmo tempo, e o rótulo indica a porção por idade.
As gomas têm demasiado açúcar?
Muitas gomas têm entre um e três gramas de açúcar por unidade, o que é pouco em termos de calorias mas relevante para os dentes, porque a textura fica colada aos molares. Se escolheres gomas, dá-as depois de uma refeição e não antes de dormir, e escova os dentes a seguir. Existem versões sem açúcar com adoçantes como o xilitol ou o maltitol, que em quantidades maiores podem soltar os intestinos. Pela adesão, continuam a valer a pena em muitas famílias.
Quanto tempo até notar alguma diferença?
Um suplemento corrige uma lacuna, não muda uma criança em poucos dias. Se existe um défice real, conta com duas a quatro semanas de uso consistente antes de avaliar, e no caso do ferro os valores no sangue levam semanas a subir. A parte importante é a regularidade: dar todos os dias uma dose modesta faz mais do que uma dose alta de vez em quando. Se não percebes nenhuma diferença e não havia lacuna, para e reavalia com o pediatra.
Uma criança que não come peixe precisa de ómega-3?
Se o peixe gordo não entra em casa uma a duas vezes por semana, um suplemento é a via prática. Procura um produto que declare os miligramas de EPA e DHA por dose, não apenas os miligramas de óleo total, porque é aí que muitos rótulos ficam vagos. Para crianças, os líquidos com sabor são mais fáceis do que as cápsulas grandes. Vê os suplementos com ómega-3 e compara as quantidades por dose.
Com que nutrientes é preciso mais cuidado nas crianças?
Sobretudo com o ferro, a vitamina A e a vitamina D, porque são os três em que a margem entre a dose útil e a dose excessiva é mais estreita numa criança pequena. O ferro só deve ser dado quando há indicação, e os frascos guardam-se fora do alcance, já que uma ingestão acidental é um motivo frequente de urgência pediátrica. A vitamina A na forma de retinol acumula-se no corpo, por isso não somes vários produtos que a contenham. Verifica sempre a dose total de tudo o que a criança toma.












