Vitaminas
Aqui encontras vitaminas individuais, do complexo B ao D3, e fórmulas multivitamínicas em cápsulas, gotas e comprimidos. Explicamos quais as formas se absorvem melhor, como ler a dose no rótulo e quando faz sentido combinar.Ler mais →
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Como escolher um suplemento vitamínico que faça sentido para ti
As vitaminas são nutrientes que o corpo precisa em quantidades muito pequenas e que, salvo poucas exceções, não consegue produzir. Vêm da alimentação e, quando a alimentação não chega, de um suplemento. Nesta secção reúnes vitaminas isoladas, como C, D3 e B12, e fórmulas completas com várias vitaminas na mesma cápsula.
Hidrossolúveis e lipossolúveis pedem tomas diferentes
A vitamina C e as do complexo B dissolvem-se em água. O corpo elimina o excesso pela urina, por isso doses muito altas trazem pouco benefício extra e dividir a toma em duas vezes costuma funcionar melhor. As vitaminas A, D, E e K dissolvem-se em gordura e o corpo guarda-as. Absorvem-se melhor com uma refeição que tenha gordura, como ovos, azeite ou iogurte. É também nestas que a dose merece mais atenção, algo que detalhamos nas opções com vitamina D3.
A forma no rótulo conta mais do que o número de miligramas
Dois produtos com 500 mcg de B12 podem comportar-se de maneira diferente. A metilcobalamina é uma forma já ativa. A cianocobalamina é mais estável e mais barata, e o corpo tem de a converter primeiro. O mesmo se passa com o folato: o ácido fólico precisa de conversão, o metilfolato (5-MTHF) já está na forma que as células usam. Na vitamina C, o ascorbato de sódio ou de cálcio é mais suave para o estômago do que o ácido ascórbico puro. E lipossomal significa que o nutriente vai envolvido numa camada fina de gordura, para o corpo o absorver melhor. Ler a forma antes da dose evita comprar duas vezes.
Nos rótulos portugueses a quantidade aparece com a percentagem do VRN, o valor de referência do nutriente. Cem por cento cobre a necessidade diária média de um adulto. Valores muito acima disso não são automaticamente melhores, sobretudo nas vitaminas lipossolúveis, que ficam armazenadas.
Como escolhemos as vitaminas que ficam no catálogo
Avaliamos três coisas: a forma, a dose e as combinações que fazem sentido. Preferimos D3 (colecalciferol) a D2, porque o corpo aproveita melhor essa forma, e damos espaço a D3 com K2 na variante MK-7, que permanece mais tempo no sangue do que a MK-4. Escolhemos doses dentro dos limites europeus, em vez de números altos que só servem para o rótulo impressionar. Somos neutros quanto a marcas: compramos direto aos produtores, cada produto passa pela nossa equipa de conformidade e testamos lotes, com verificações extra de laboratórios independentes. Se quiseres o detalhe, vê como selecionamos marcas e produtos.
Para quem faz sentido, e o que podes esperar
Um suplemento não substitui a alimentação, complementa-a. Faz mais sentido quando existe um motivo concreto: alimentação vegetariana ou vegana (B12), pouca exposição solar no inverno (D), gravidez (ácido fólico e iodo, segundo as recomendações portuguesas) ou análises com valores baixos. Se não sabes por onde começar, uma fórmula multivitamínica cobre o essencial numa toma por dia. Se já sabes o que te falta, uma vitamina isolada é mais precisa e normalmente mais barata.
Sê realista quanto ao tempo. Na maioria dos casos, conta duas a três semanas de uso diário antes de avaliar, e corrigir uma carência confirmada por análises leva mais. O resto da nossa gama de suplementos alimentares está organizada por tipo e por objetivo, para cruzares com o que já tomas.
Perguntas frequentes
O que são vitaminas e para que servem?
São nutrientes essenciais que o corpo usa em quantidades muito pequenas para o funcionamento normal das células. Existem treze, divididas em hidrossolúveis (C e complexo B) e lipossolúveis (A, D, E e K). Cada uma tem funções próprias e reconhecidas na Europa: a vitamina C contribui para o normal funcionamento do sistema imunitário, a vitamina D contribui para a manutenção de ossos normais e a vitamina B12 contribui para o metabolismo energético normal. Não são estimulantes e não substituem refeições.
Preciso mesmo de tomar um suplemento vitamínico?
Nem todos precisam. Quem come variado, com fruta, legumes, peixe e leguminosas, cobre grande parte das necessidades pela alimentação. Um suplemento ganha sentido quando há um motivo claro: alimentação vegetariana ou vegana, pouca exposição solar, gravidez, idade avançada, cirurgia com má absorção, ou análises que mostram valores baixos. Preferimos ser diretos: tomar vitaminas sem motivo raramente muda algo que se note. Com um motivo concreto, a escolha da forma e da dose passa a fazer diferença.
Que formato devo escolher: cápsulas, comprimidos, gotas ou gomas?
Depende mais do teu dia a dia do que da eficácia. Todos entregam a vitamina se a dose e a forma química forem adequadas.
| Formato | Característica | Indicado para |
|---|---|---|
| Cápsula | Poucos excipientes | Uso diário simples |
| Comprimido | Doses mais altas por unidade | Vitamina C e complexo B |
| Gotas em óleo | Dose ajustável ao pingo | Vitamina D e crianças |
| Gomas | Sabor agradável, doses menores | Quem não engole cápsulas |
| Efervescente | Dissolve em água | Tomas com sabor |
Se tomas medicação ou tens estômago sensível, as gotas em óleo e as cápsulas são as opções mais fáceis de dosear.
Qual é a melhor hora do dia para tomar vitaminas?
As lipossolúveis (A, D, E e K) absorvem-se melhor junto de uma refeição com alguma gordura, por isso o almoço ou o jantar são boas alturas. As do complexo B e a vitamina C podem ser tomadas ao pequeno-almoço, e algumas pessoas notam sensação de ativação com o complexo B, o que torna a manhã preferível. O mais importante é a regularidade: a mesma hora todos os dias funciona melhor do que a hora perfeita esquecida metade da semana.
Posso tomar várias vitaminas ao mesmo tempo?
Sim, na maioria dos casos. Um multivitamínico foi formulado a pensar nisso. Há duas cautelas úteis. Primeira: soma as doses se tomas um multivitamínico e vitaminas isoladas, para não repetires a mesma vitamina em excesso. Segunda: alguns minerais competem entre si, por isso o cálcio e o ferro sabem melhor em refeições separadas. A vitamina C é a exceção simpática: aumenta a absorção do ferro, e tomá-los juntos é intencional.
Quanto tempo demora até notar efeitos?
Depende do ponto de partida. Se não havia falta de nada, é normal não sentir mudança, e isso não significa que o produto seja fraco. Se havia um valor baixo, os primeiros sinais aparecem normalmente após duas a três semanas de toma diária, e repor reservas de vitamina D pode levar dois a três meses. A forma honesta de avaliar é através de análises, antes e depois, e não pela sensação da primeira semana.
Existem limites máximos seguros para as vitaminas?
Sim. As vitaminas lipossolúveis acumulam-se, por isso a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos define limites máximos diários para adultos, somando alimentação e suplementos.
| Vitamina | Limite diário (adultos) | Em UI |
|---|---|---|
| Vitamina D | 100 mcg | 4000 UI |
| Vitamina A (retinol) | 3000 mcg ER | 10 000 UI |
| Vitamina B6 | 12,5 mg | n.a. |
| Ácido fólico (suplementos) | 1000 mcg | n.a. |
Estes valores são referência oficial, não uma dose recomendada.
Que cuidados existem na gravidez, na amamentação ou com medicação?
Na gravidez, as recomendações portuguesas apontam para a suplementação de ácido fólico e iodo, com acompanhamento clínico. A vitamina A em forma de retinol é o caso a vigiar: doses elevadas não são aconselhadas na gravidez, e o fígado e o óleo de fígado de bacalhau são fontes muito concentradas. A vitamina K pode interferir com anticoagulantes do tipo varfarina, por isso quem toma esses medicamentos deve falar primeiro com o médico. Em caso de dúvida, leva a embalagem à consulta.


























