Ciclo e menopausa
Suplementos para o ciclo menstrual e para a menopausa: vitamina B6, magnésio, cálcio com vitamina D, isoflavonas e óleo de onagra. Explicamos que formas escolhemos, que doses fazem sentido e quando notar efeito.Ler mais →
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O que muda no corpo do ciclo menstrual à pós-menopausa
O ciclo menstrual e a menopausa fazem parte da mesma história hormonal, mas pedem coisas diferentes. Nos anos férteis, as queixas concentram-se em alguns dias do mês: dores, irritabilidade, retenção de líquidos e perda de ferro com a menstruação. Na perimenopausa, os ciclos ficam irregulares e surgem afrontamentos, suores noturnos e sono partido. Depois da menopausa, a atenção passa para os ossos e para a energia do dia a dia.
Nutrientes com alegações aprovadas e plantas sem alegação
Esta separação ajuda-te a decidir. Do lado dos nutrientes, a vitamina B6 contribui para a regulação da atividade hormonal e para a redução do cansaço e da fadiga. O ferro também contribui para a redução do cansaço e da fadiga, o que interessa a quem tem menstruações abundantes. O cálcio contribui para a manutenção de ossos normais e a vitamina D contribui para a absorção normal de cálcio.
Do outro lado estão as plantas: isoflavonas de soja, cimicífuga, sálvia, óleo de onagra e agnus-castus. Nenhuma tem alegações de saúde aprovadas na Europa, por isso não fazemos promessas sobre elas. Nos ensaios com isoflavonas, as doses usadas ficam quase sempre entre 40 e 80 mg por dia de isoflavonas padronizadas. O efeito descrito nos afrontamentos é modesto e varia muito de mulher para mulher. Muitos rótulos nem indicam a padronização do extrato, e aí não consegues comparar dois produtos.
Como escolhemos o que entra nesta seleção
Nesta categoria olhamos primeiro para a forma e para a dose. Preferimos o ferro em bisglicinato, porque é mais suave para o estômago do que o sulfato. Escolhemos magnésio em formas orgânicas, como o bisglicinato, e vitamina D3 dissolvida em óleo, porque é assim que o corpo a absorve melhor. Nas plantas, só aceitamos extratos com a padronização indicada no rótulo: sem isso, não sabes o que estás a tomar. Compramos diretamente às marcas e a nossa equipa de compliance verifica cada produto antes de ficar online. Podes ver como selecionamos as marcas.
Para quem esta categoria faz sentido
- Ciclo com queixas recorrentes: as combinações de fórmulas com magnésio e vitamina B6 são o ponto de partida mais comum.
- Perimenopausa: ciclos irregulares, sono leve e primeiros afrontamentos.
- Pós-menopausa: mais atenção ao cálcio e à vitamina D, menos necessidade de ferro.
O que não vais encontrar aqui são fórmulas com hormonas. Os suplementos alimentares não substituem terapêutica hormonal nem contracetivos, e nenhum produto desta página trata sintomas. Também evitamos misturas com vinte ingredientes em doses simbólicas, porque nesse caso ninguém consegue saber o que está a fazer alguma coisa.
Sê realista com o tempo. A maioria das mulheres consegue avaliar um suplemento ao fim de duas a três semanas de uso consistente, e com extratos de plantas pode demorar seis a oito semanas. Se tens ou tiveste um cancro hormonodependente, ou se fazes terapêutica hormonal, fala com o teu médico antes de usares isoflavonas ou outras plantas com atividade estrogénica. Esta categoria faz parte do pilar BEAUTY + BALANCE, onde juntamos pele, cabelo, hormonas e autocuidado.
Perguntas frequentes
O que encontro nesta categoria de ciclo e menopausa?
Encontras dois tipos de produtos. Primeiro, vitaminas e minerais com alegações de saúde aprovadas na Europa, como vitamina B6, magnésio, ferro, cálcio e vitamina D. Segundo, extratos de plantas tradicionalmente usados nesta fase: isoflavonas de soja, cimicífuga, sálvia, óleo de onagra e agnus-castus. As plantas não têm alegações aprovadas, por isso descrevemos o que contêm e em que dose, sem prometer resultados.
Quanto tempo demora até notar alguma diferença?
Conta com duas a três semanas de uso diário antes de tirares conclusões sobre um suplemento de vitaminas e minerais. Com extratos de plantas, os estudos avaliam habitualmente períodos de seis a oito semanas. A razão é simples: o corpo precisa de tempo para repor níveis e o ciclo hormonal muda ao longo de semanas, não de dias. Se ao fim de dois meses não notares nada, faz mais sentido mudar de abordagem do que aumentar a dose.
Que forma devo escolher?
A forma decide a tolerância e a absorção mais do que a marca. Estas são as escolhas que preferimos e porquê.
| Forma | Porque a preferimos | Indicada para |
|---|---|---|
| Ferro bisglicinato | Mais suave no estômago | Menstruações abundantes |
| Magnésio bisglicinato | Bem tolerado, pouco laxante | Uso à noite |
| Vitamina D3 em óleo | Vitamina lipossolúvel | Toma diária |
| Extrato padronizado | Dose comparável no rótulo | Isoflavonas e plantas |
Cápsulas e comprimidos são equivalentes se a matéria-prima for a mesma.
De quanto ferro, cálcio e vitamina D preciso por dia?
Os valores de referência mudam com a fase da vida. Com a menstruação perde-se ferro todos os meses, por isso a referência é mais alta antes da menopausa. Depois da menopausa, o ferro desce e o foco passa para cuidar dos ossos com cálcio e vitamina D.
| Nutriente | Grupo | Referência por dia |
|---|---|---|
| Ferro | Antes da menopausa | 16 mg |
| Ferro | Após a menopausa | 11 mg |
| Cálcio | Adultas 25 a 70 anos | 950 mg |
| Vitamina D | Adultas | 15 mcg (600 UI) |
As isoflavonas de soja são seguras para toda a gente?
Não para toda a gente. As isoflavonas são fitoestrogénios, ou seja, compostos vegetais com estrutura parecida com a dos estrogénios. Por isso, se tens ou tiveste um cancro hormonodependente, doença hepática ou histórico de trombose, fala primeiro com o teu médico. O mesmo vale se já fazes terapêutica hormonal. Para quem não está nestas situações, o ponto importante é o rótulo indicar a quantidade de isoflavonas padronizadas, não apenas os miligramas de extrato de soja.
Posso tomar vários suplementos ao mesmo tempo?
Podes, desde que não repitas o mesmo ingrediente. O erro mais comum é somar um multivitamínico, uma fórmula para a menopausa e um produto isolado que contêm todos vitamina B6 ou ferro. Verifica os rótulos e soma as quantidades. Combinações que fazem sentido são, por exemplo, cálcio com vitamina D durante o dia e magnésio à noite. O ferro absorve-se melhor longe do cálcio, por isso separa-os por algumas horas.
O que existe para o sono e para os suores noturnos?
Para o sono, a melatonina é a opção com alegação aprovada: contribui para a redução do tempo necessário para adormecer, com 1 mg pouco antes de deitar. Em Portugal, os suplementos alimentares com melatonina são vendidos em doses baixas, até cerca de 1,9 mg. Para os suores noturnos existem produtos com sálvia ou lúpulo, sem alegações aprovadas. Se acordas várias vezes por noite durante meses, vale a pena falar com o teu médico em vez de acumular produtos.
Estou na perimenopausa e ainda tenho ciclos. Muda alguma coisa?
Muda, e é a fase mais confusa. Enquanto houver menstruação, continuas a perder ferro, por isso a referência de 16 mg por dia mantém-se, mesmo que já tenhas afrontamentos. Ao mesmo tempo, a perda de massa óssea já começou, o que justifica atenção ao cálcio e à vitamina D. Na prática, é a única fase em que faz sentido pensar nos dois lados em simultâneo. Muitas fórmulas rotuladas para a menopausa retiram o ferro, por isso lê a composição antes de trocares.









