Café verde
Encontra extrato de grão de café verde em cápsulas e em pó, com teores de ácido clorogénico entre 45% e 50%. Explicamos a diferença entre extratos com e sem cafeína, que dose faz sentido e quando tomar às refeições.Ler mais →
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Extrato de grão de café verde: ácido clorogénico, formas e doses
O café verde é o grão de café antes da torra. É o mesmo grão do café que bebes, apenas cru. O calor da torrefação destrói boa parte do ácido clorogénico, o polifenol mais estudado do grão. Por isso uma chávena de café torrado dá pouco ácido clorogénico, enquanto um extrato do grão cru dá uma quantidade medida e constante. Dentro da nossa seleção de ervas e plantas, é um dos extratos onde o rótulo faz mais diferença.
A percentagem de ácido clorogénico diz mais do que os miligramas
Nos rótulos aparecem dois números que se confundem com facilidade. O primeiro é a quantidade de extrato, por exemplo 400 mg. O segundo é a padronização, por exemplo 50% de ácido clorogénico. Nesse caso, cada cápsula dá 200 mg de ácido clorogénico. Um extrato de 800 mg padronizado a 20% dá menos. Os extratos usados em investigação ficam quase sempre entre 45% e 50%, e é essa a gama que procuramos.
- Padronização: percentagem de ácido clorogénico indicada, de preferência 45% a 50%.
- Espécie: Coffea arabica ou Coffea canephora, também chamada robusta.
- Cafeína: teor declarado, ou a menção descafeinado.
- Dose por toma: quantas cápsulas precisas para chegar à dose do rótulo.
Com cafeína ou descafeinado: a escolha que mais pesa no dia a dia
O grão cru contém cafeína. Muitos extratos ficam perto de 2%, ou seja, poucos miligramas por cápsula. Outros são descafeinados de propósito, como o extrato patenteado Svetol®, que mantém a cafeína abaixo de 2%. Se és sensível a estimulantes, ou se já bebes vários cafés por dia, o descafeinado é a opção mais previsível. Quem quer o efeito estimulante costuma preferir os extratos de chá verde, que trazem cafeína de forma mais consistente.
Como escolhemos os extratos de café verde
Olhamos para três coisas: a forma do ingrediente, a dose e as combinações que fazem sentido. Aqui isso quer dizer extratos padronizados, com a percentagem de ácido clorogénico impressa no rótulo, e não pó de grão moído sem padronização. Preferimos doses diárias na gama estudada, entre 200 mg e 400 mg de extrato padronizado, em vez de números altos que impressionam e dizem pouco. Compramos diretamente às marcas e cada produto passa pela nossa equipa de compliance antes de ficar online. Testamos também nós, com verificação de lotes em laboratórios independentes. Vê como selecionamos as marcas.
Para quem faz sentido, e o que não prometemos
O café verde é procurado sobretudo por quem está a trabalhar o peso com alimentação e treino. Sejamos claros: não existe uma alegação de saúde aprovada pela autoridade europeia de segurança alimentar (EFSA) para o ácido clorogénico nem para o extrato de café verde. Os estudos mostram efeitos modestos, muito dependentes do resto da rotina. Serve como apoio, não como motor. Conta com duas a três semanas de toma consistente antes de avaliares, e mede o progresso pelo conjunto. Se preferes um ingrediente com alegação aprovada nesta área, os suplementos com crómio são a alternativa mais direta: o crómio contribui para a manutenção de níveis normais de glucose no sangue.
Perguntas frequentes
O que é o café verde?
Café verde é o grão de café que não passou pela torra. Vem das mesmas plantas do café que bebes, sobretudo Coffea arabica e Coffea canephora, a robusta. Como não é aquecido, mantém os polifenóis do grão cru, em especial o ácido clorogénico. Nos suplementos não se usa o grão inteiro, mas um extrato concentrado desse grão, apresentado em cápsulas ou em pó, com o teor de ácido clorogénico indicado no rótulo.
O que é o ácido clorogénico e porque desaparece com a torra?
O ácido clorogénico é um polifenol, um composto natural da planta. É sensível ao calor: durante a torrefação transforma-se em grande parte noutros compostos, o que explica a cor e o sabor do café que conhecemos. Um grão cru pode ter entre 5% e 12% de ácido clorogénico, e os extratos concentrados chegam a 45% a 50%. É por isso que beber mais café não substitui um extrato padronizado, são coisas diferentes.
Que forma devo escolher: cápsulas, pó ou extrato descafeinado?
Depende sobretudo da tua sensibilidade à cafeína e da precisão que queres na dose.
| Forma | Ponto forte | Menos indicada para |
|---|---|---|
| Cápsulas padronizadas | Dose fixa e fácil | Quem quer ajustar a dose |
| Pó de extrato | Dose flexível, misturas | Sabor amargo |
| Extrato descafeinado | Toma à tarde ou à noite | Quem procura estímulo |
| Grão moído em infusão | Bebida simples | Dose não padronizada |
Para a maioria das pessoas, as cápsulas padronizadas são o caminho mais simples.
Como e quando se toma o extrato de grão de café verde?
A maioria dos rótulos indica a toma antes das refeições principais, tipicamente 30 minutos antes, repartida em uma a duas tomas por dia. A gama habitual fica entre 200 mg e 400 mg de extrato padronizado por dia. Segue sempre a dose do rótulo do produto que compraste, porque a concentração varia muito entre marcas. Se o extrato tiver cafeína, deixa a última toma para o início da tarde, para não interferir com o sono.
Quanta cafeína tem e qual é o limite diário de referência?
Um extrato com cerca de 2% de cafeína fornece poucos miligramas por cápsula, muito abaixo de um espresso. Ainda assim, soma-se ao café, chá e bebidas energéticas do dia. Estes são os valores de referência europeus:
| Situação | Cafeína |
|---|---|
| Adultos saudáveis, por dia | até 400 mg |
| Adultos, dose única | até 200 mg |
| Gravidez e amamentação, por dia | até 200 mg |
| Crianças e adolescentes | 3 mg por kg de peso |
Quem deve evitar ou falar primeiro com um profissional de saúde?
Os rótulos de café verde indicam habitualmente que o produto não é adequado a crianças nem durante a gravidez, e que quem amamenta deve consultar um médico antes de tomar. A razão principal é o teor de cafeína. Se tomas medicação para a tensão arterial, para a glicemia ou anticoagulantes, fala com o teu médico ou farmacêutico antes de começar. O mesmo vale se sentes palpitações, insónia ou desconforto no estômago com café.
O café verde faz emagrecer, e em quanto tempo se nota algo?
Não podemos dizer isso, e é justo explicar porquê. A EFSA não aprovou nenhuma alegação de perda de peso para o extrato de café verde nem para o ácido clorogénico, por considerar a prova insuficiente. Os estudos existentes apontam efeitos pequenos e sempre em conjunto com alimentação e exercício. Se decidires experimentar, dá-lhe duas a três semanas de toma consistente e avalia o conjunto da rotina, não a cápsula isolada. Vê também os produtos por objetivo em gestão de peso.
Vale a pena um extrato patenteado como o Svetol®?
Pode valer, por um motivo concreto: é um extrato de café verde descafeinado, com teor de cafeína abaixo de 2%, e com padronização declarada de polifenóis e ácidos clorogénicos. Isso dá-te duas certezas que muitos extratos genéricos não dão: quanto ácido clorogénico entra de facto na cápsula e quão pouca cafeína levas. Custa mais do que um extrato simples. Se és sensível a estimulantes ou queres tomar mais tarde no dia, esse extra é bem aplicado.



