Palmitoiletanolamida
Encontre palmitoiletanolamida (PEA) em cápsulas, nas formas micronizada e ultramicronizada. Explicamos a diferença entre elas, que doses são usadas nos estudos e como tomar PEA todos os dias com uma refeição.Ler mais →
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PEA micronizada e ultramicronizada: o que muda na prática
A PEA em palavras simples
A palmitoiletanolamida, quase sempre abreviada para PEA, é uma amida de ácido gordo: uma molécula de gordura que o próprio corpo produz. Também aparece em pequenas quantidades no ovo, no leite, na soja e no amendoim. Nos suplementos surge normalmente isolada, em cápsulas, e faz parte do nosso catálogo de suplementos alimentares.
Nesta coleção encontra sobretudo cápsulas com PEA isolada, em doses de 300 a 600 mg, algumas em versão ultramicronizada e algumas combinadas com outros ingredientes. As cápsulas são quase sempre de origem vegetal (HPMC), pelo que a maioria dos produtos serve vegetarianos e veganos.
O tamanho da partícula distingue os produtos
A PEA quase não se dissolve em água. Por isso os fabricantes reduzem o tamanho das partículas, num processo chamado micronização: partículas mais pequenas dissolvem-se mais depressa no intestino. A PEA não micronizada tem partículas grandes, a micronizada fica na casa de poucos micrómetros e a ultramicronizada é ainda mais fina. Como é uma gordura, tome as cápsulas junto de uma refeição.
Dosagem: o que os rótulos mostram
Os estudos com PEA usam sobretudo 300 a 1200 mg por dia, muitas vezes divididos em duas ou três tomas. Os rótulos europeus seguem essa lógica: cápsulas de 300, 400 ou 600 mg, com uma a três cápsulas diárias. Existem também fórmulas que juntam PEA a suplementos com magnésio.
Outras combinações usam luteolina ou curcumina. Podem fazer sentido, mas tornam a dose de PEA menos clara e costumam sair mais caras por miligrama. Preferimos produtos de ingrediente único: sabe exatamente quanto toma e junta o resto à parte, por exemplo cápsulas de cúrcuma na dose que quiser.
Como selecionamos a PEA que vendemos
Nesta categoria olhamos primeiro para a forma: trabalhamos com PEA micronizada ou ultramicronizada, porque é essa que a investigação utilizou. Depois vemos a dose: uma cápsula deve dar uma quantidade útil, não 50 mg simbólicos. Por fim, as combinações: se um produto junta outros ingredientes, a dose de PEA tem de continuar visível no rótulo. Compramos diretamente às marcas, a nossa equipa de compliance verifica cada rótulo antes de ficar online e testamos produtos por nossa conta, com lotes controlados por laboratórios independentes. Pode ver como escolhemos marcas e produtos.
Para quem faz sentido, com honestidade
A PEA não tem, até hoje, alegações de saúde aprovadas pela autoridade europeia de segurança alimentar (EFSA). Não lhe podemos prometer um efeito, e não o vamos fazer. O que sabemos é isto: a molécula é muito estudada, foi bem tolerada na maioria dos estudos e quem a usa costuma fazê-lo de forma regular durante várias semanas antes de avaliar. Se procura algo imediato, esta não é a escolha certa. Se está a construir uma rotina com paciência e quer uma dose bem definida, a PEA encaixa com facilidade.
Na prática, quem toma PEA fá-lo em ciclos: várias semanas seguidas, à mesma hora, com comida. Alguns rótulos portugueses sugerem rever a utilização com um profissional de saúde depois de três meses. Vale a pena anotar a dose e a data de início, porque as mudanças, quando existem, são graduais e difíceis de recordar de memória.
Perguntas frequentes
O que é a palmitoiletanolamida (PEA)?
É uma amida de ácido gordo, ou seja, uma molécula de gordura que o corpo humano produz por si mesmo. Está presente em tecidos como o cérebro, o fígado e os músculos, e em pequenas quantidades em alimentos como o ovo, o leite, a soja e o amendoim. Nos suplementos aparece em pó dentro de cápsulas, em doses muito superiores às que se obtêm pela alimentação. É estudada desde os anos 50.
De onde vem a PEA dos suplementos e é vegana?
A PEA usada nos suplementos é produzida a partir de gorduras vegetais, por exemplo óleo de semente de cártamo ou óleo de palma, e pertence à família dos ácidos gordos. A cápsula é habitualmente de hidroxipropilmetilcelulose (HPMC), de origem vegetal, pelo que a maioria dos produtos é adequada a vegetarianos e veganos. Confirme sempre no rótulo, porque algumas fórmulas usam gelatina ou juntam outros ingredientes.
O que é permitido dizer sobre a PEA na Europa?
Muito pouco, e é justo saber isso antes de comprar. A PEA não tem alegações de saúde aprovadas pela autoridade europeia de segurança alimentar (EFSA). Por isso nenhuma loja pode prometer legalmente um efeito no corpo, e nós não o fazemos. O que descrevemos é factual: o que a molécula é, em que formas existe, que doses foram usadas na investigação e como se toma. A decisão fica informada, não empolgada.
Qual forma devo escolher: micronizada, ultramicronizada ou não micronizada?
A diferença está no tamanho das partículas. Quanto mais finas, mais depressa a PEA se dissolve no intestino, o que importa numa molécula que praticamente não se dissolve em água. As formas micronizada e ultramicronizada são as usadas na investigação, e são as que trabalhamos.
| Forma | Tamanho da partícula | Nota prática |
|---|---|---|
| Não micronizada | 100 a 2000 µm | Partículas grandes |
| Micronizada (PEA-m) | 2 a 10 µm | A mais comum |
| Ultramicronizada (PEA-um) | 0,8 a 6 µm | A mais fina |
Como e quando se toma a PEA?
Com uma refeição, porque é uma gordura e a comida ajuda a dissolvê-la. Os rótulos portugueses seguem duas lógicas: uma cápsula de 400 mg três vezes por dia às refeições, ou uma a duas cápsulas de 600 mg por dia. Dividir a dose diária em duas ou três tomas é o padrão nos estudos. Escolha um horário fixo, porque a regularidade conta mais do que a hora exata.
Quanto tempo demora até notar alguma diferença?
Conte com duas a três semanas de uso consistente antes de avaliar, e em alguns casos mais. A PEA não age como um comprimido de efeito imediato: os estudos administram-na diariamente durante semanas. Por isso vale a pena anotar a dose e a data de início. Assim, ao fim de um mês, compara com um registo e não com a memória. Se nada mudar depois de um ciclo completo, faz sentido reavaliar a escolha.
A PEA tem efeitos secundários?
Nos estudos clínicos foi bem tolerada e não foram registados efeitos adversos graves. Quando surgem queixas, são geralmente ligeiras e do aparelho digestivo, como náuseas, desconforto no estômago ou fezes moles. Tomar as cápsulas com comida reduz esse risco. Reações alérgicas são muito raras. Se aparecer erupção na pele, comichão ou inchaço, pare e fale com um profissional de saúde. Não exceda a dose indicada no rótulo.
Quem deve ter cuidado ou falar primeiro com um profissional de saúde?
Grávidas e mulheres a amamentar, menores de 18 anos e quem tenha uma doença diagnosticada devem consultar um profissional de saúde antes de começar, tal como consta dos avisos nos rótulos portugueses. O mesmo se aplica a quem toma medicação diária, incluindo anti-inflamatórios: a PEA é estudada em conjunto com medicamentos, e essa avaliação pertence a quem acompanha o seu caso. Vários rótulos sugerem ainda rever o uso continuado após três meses.



