Trevo vermelho
Encontre extrato de trevo vermelho (Trifolium pratense) em cápsulas e comprimidos, padronizados em isoflavonas. Explicamos o que significa a padronização, que doses são habituais e o que pode esperar do uso diário.Ler mais →
Filtros
Disponibilidade
Marca
Forma
Dieta
Objetivo
Preço
Isoflavonas, padronização e formas de trevo vermelho
O trevo vermelho (Trifolium pratense) é uma leguminosa comum nos prados europeus. Nos suplementos usam-se as flores e as folhas, ricas em isoflavonas. As isoflavonas são compostos vegetais com uma estrutura parecida com a do estrogénio humano, por isso são chamadas fitoestrogénios. No trevo vermelho, as principais são a formononetina, a biocanina A, a genisteína e a daidzeína.
A padronização é o número que interessa
Dois frascos que anunciam 500 mg de extrato podem conter quantidades muito diferentes de isoflavonas. Por isso lemos sempre a padronização. Um extrato padronizado a 8% fornece cerca de 40 mg de isoflavonas por cada 500 mg. Nos suplementos europeus dirigidos a mulheres na peri e pós-menopausa, a dose diária costuma situar-se entre 35 e 150 mg de isoflavonas. Um rótulo que indica apenas extrato de flor, sem percentagem, não permite qualquer comparação. Encontra este tipo de extratos entre as nossas plantas e extratos vegetais.
Cápsulas, comprimidos, tinturas e chá
A cápsula ou o comprimido com extrato seco padronizado é a forma mais usada, porque a quantidade de isoflavonas é conhecida e igual todos os dias. A tintura é líquida e permite ajustar as gotas, mas raramente indica isoflavonas por dose. O chá de flores secas tem um teor variável, por isso funciona mais como hábito diário do que como dose definida. Existem também fórmulas que juntam trevo vermelho a isoflavonas de soja ou a extratos de sálvia em folha, muito procuradas por mulheres nesta fase da vida.
O que dizemos e o que não prometemos
A autoridade europeia de segurança alimentar (EFSA) não aprovou nenhuma alegação de saúde para as isoflavonas do trevo vermelho. Por isso não lhe prometemos resultados: dizemos o que a planta é, como é usada e o que consta no rótulo. Na prática, quem escolhe trevo vermelho toma-o de forma diária e continuada e avalia depois de oito a doze semanas. A resposta varia bastante de pessoa para pessoa, algo que também acontece com outras opções para esta fase. Se prefere orientação por objetivo, veja a nossa seleção para a fase da menopausa.
Como selecionamos os extratos de trevo vermelho
Escolhemos extratos que declaram a espécie, a parte da planta e a percentagem de isoflavonas por dose. Preferimos um extrato padronizado a um extrato de flor sem número, porque só assim sabe o que está a tomar. Também olhamos para as combinações: um produto com vitaminas ou minerais juntos só entra se a dose de cada ingrediente fizer sentido, e não como enchimento de rótulo. Compramos diretamente às marcas, a nossa equipa de compliance revê cada produto antes de ficar online e mandamos analisar lotes em laboratórios independentes. Pode ler como escolhemos as marcas.
Situações que pedem cuidado
O trevo vermelho não é indicado durante a gravidez nem no período de amamentação. Se toma anticoagulantes, contraceptivos hormonais, terapia hormonal ou tamoxifeno, fale primeiro com o seu médico, porque as isoflavonas podem interferir com estes medicamentos. O mesmo vale para quem tem ou teve um tumor sensível a hormonas. Quem é alérgico a leguminosas deve evitar a planta. Fora destas situações, os extratos padronizados são bem tolerados nas doses habituais dos suplementos.
Perguntas frequentes
O que é o extrato de trevo vermelho?
É um extrato feito a partir das flores e folhas do Trifolium pratense, uma leguminosa dos prados europeus. O que interessa nesta planta são as isoflavonas, compostos vegetais com uma estrutura parecida com a do estrogénio humano. Por isso recebem o nome de fitoestrogénios. Nos suplementos, o extrato aparece quase sempre em pó seco dentro de cápsulas ou comprimidos, com a percentagem de isoflavonas indicada no rótulo.
Porque é que o trevo vermelho é tão associado à menopausa?
Porque as suas isoflavonas ligam-se aos mesmos recetores que o estrogénio, ainda que de forma muito mais fraca. É essa semelhança que explica o interesse pela planta na peri e pós-menopausa, e a razão pela qual a maioria dos produtos é dirigida a mulheres nesta fase. Importa ser claro: a EFSA não aprovou uma alegação de saúde para estas isoflavonas, por isso descrevemos o uso e não prometemos efeitos.
Que forma devo escolher: cápsulas, tintura ou chá?
Depende de quanto precisa de saber a dose exata que está a tomar.
| Forma | Isoflavonas por dose | Adequado para |
|---|---|---|
| Cápsula ou comprimido | Indicada no rótulo | Uso diário com dose fixa |
| Tintura | Raramente indicada | Quem prefere gotas e ajuste |
| Chá de flores secas | Variável | Hábito diário, não dose definida |
| Fórmula combinada | Indicada, com outros ingredientes | Quem quer um só produto |
Para comparar produtos entre si, a cápsula padronizada é a única forma que dá um número fiável.
Como e quando se toma o trevo vermelho?
Os rótulos europeus indicam habitualmente uma cápsula ou comprimido por dia, com uma refeição. Tomar com comida é prático e reduz a sensação de estômago pesado que alguns relatam. O momento do dia não é crítico: o mais importante é a regularidade, porque estas isoflavonas não têm um efeito imediato.
| Referência EFSA | Valor |
|---|---|
| Dose diária típica em suplementos (peri e pós-menopausa) | 35 a 150 mg de isoflavonas |
| Órgãos avaliados na revisão de 2015 | Mama, útero, tiroide |
| Conclusão da revisão | Sem evidência de efeitos nocivos |
Quanto tempo demora a notar alguma diferença?
Não é um produto de resposta rápida. Quem usa trevo vermelho costuma avaliar o resultado depois de oito a doze semanas de uso diário, e não após alguns dias. Também é honesto dizer que a resposta varia muito: algumas pessoas notam diferença, outras não notam nada. Se depois de três meses de uso consistente não sentir qualquer mudança, faz mais sentido rever a escolha do que aumentar a dose.
Qual é a diferença entre trevo vermelho e isoflavonas de soja?
São duas fontes da mesma família de compostos, mas com perfis diferentes. A soja fornece sobretudo genisteína e daidzeína já na forma ativa. O trevo vermelho fornece principalmente formononetina e biocanina A, que o organismo converte depois em daidzeína e genisteína. Essa conversão depende em parte da flora intestinal, o que ajuda a explicar as diferenças entre pessoas. Na prática, escolha pela padronização declarada e pela tolerância, não pela planta em si.
Posso tomar trevo vermelho se já uso medicação hormonal ou anticoagulantes?
Nesse caso, fale primeiro com o seu médico. As isoflavonas podem interferir com anticoagulantes, com contraceptivos hormonais, com a terapia hormonal e com antiestrogénios como o tamoxifeno. O mesmo vale para quem tem ou teve um tumor sensível a hormonas, para quem tem endometriose ou miomas, e para quem é alérgico a leguminosas. Durante a gravidez e a amamentação, o trevo vermelho não é indicado. Uma pausa antes de cirurgia programada também é prudente.



