PEA
Encontras aqui palmitoiletanolamida (PEA) em cápsulas micronizadas e ultramicronizadas, e em combinações. Explicamos como as formas diferem, que doses aparecem nos rótulos e como tomar a PEA no dia a dia.Ler mais →
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Palmitoiletanolamida: as formas, as doses e o que dizemos com honestidade
A palmitoiletanolamida, ou PEA, é uma gordura que o próprio corpo produz. Pertence às N-aciletanolaminas: moléculas de gordura que o organismo forma a partir das membranas das células, quando precisa delas. Foi identificada nos anos 1950 na gema do ovo e no óleo de amendoim. Também existe na soja, sempre em quantidades muito pequenas, bem abaixo das que encontras numa cápsula.
O tamanho da partícula distingue as formas de PEA
A PEA quase não se dissolve em água. Por isso o pó é trabalhado antes de entrar na cápsula, e é aí que as opções se separam. Micronizada e ultramicronizada não são nomes de marketing: referem-se ao tamanho médio das partículas do pó.
- PEA não micronizada: cristais maiores, absorção mais irregular.
- PEA micronizada: partículas reduzidas, o pó dispersa melhor no intestino.
- PEA ultramicronizada: partículas ainda mais finas, a forma mais usada na investigação europeia.
- PEA com tecnologia de dispersão, como Levagen+ com LipiSperse, pensada para se misturar melhor com os líquidos do intestino.
- Combinações com luteolina, polidatina ou magnésio, cada uma com a sua lógica de fórmula.
Nos rótulos europeus, 300 a 400 mg por cápsula é o formato mais comum. A toma diária indicada chega muitas vezes a cerca de 1200 mg, dividida em duas vezes ao dia. Alguns rótulos sugerem uma quantidade mais alta nas primeiras semanas e depois uma toma de manutenção mais baixa. A PEA pertence ao grupo dos suplementos de gorduras, por isso tomá-la a uma refeição com gordura é a escolha prática.
Quem procura PEA e o que combina com ela
Quem compra PEA costuma já ter ouvido falar dela através de um profissional de saúde. Muitas fórmulas juntam-lhe luteolina ou polidatina, dois compostos de plantas. Outras acrescentam magnésio em cápsulas, normalmente citrato, porque é simples de tomar em conjunto. A PEA dos suplementos vem quase sempre de óleo de cártamo ou de óleo de palma certificado, logo há opções veganas. Se preferes uma cápsula só com PEA, escolhe uma que indique claramente os miligramas por unidade.
Como escolhemos a PEA que vendemos
Olhamos para três coisas: a forma, a dose por cápsula e as combinações que fazem sentido. Preferimos PEA micronizada ou ultramicronizada, porque o pó fino dispersa melhor do que o cristal grosso. Damos preferência a rótulos que indicam os miligramas exatos por cápsula, para poderes dividir a toma ao longo do dia. Compramos diretamente às marcas, sem intermediários, e cada produto passa pela nossa equipa de compliance antes de ficar online. Testamos os produtos e laboratórios independentes verificam lotes por amostragem. Se quiseres o critério completo, vê como selecionamos as marcas.
Somos claros sobre o que não podemos afirmar
A PEA não tem alegações de saúde aprovadas na União Europeia. Não vais encontrar aqui promessas, porque a autoridade europeia de segurança alimentar (EFSA) não avaliou nenhuma alegação para esta substância. Dizemos-te o que a molécula é, que formas existem e o que os rótulos indicam. Muitas pessoas comparam a PEA com os produtos com CBD: são substâncias diferentes, com regras diferentes, e nenhuma delas substitui aconselhamento médico. Faltam dados sobre o uso na gravidez e na amamentação, por isso fala primeiro com o teu médico. Se decidires experimentar, conta com duas a quatro semanas de uso consistente antes de tirares conclusões.
Perguntas frequentes
O que é a PEA (palmitoiletanolamida)?
A PEA é uma gordura que o corpo produz por conta própria. Pertence a um grupo chamado N-aciletanolaminas: moléculas que o organismo forma a partir das membranas das células. Foi isolada pela primeira vez nos anos 1950, na gema do ovo e no óleo de amendoim. Nos suplementos aparece em pó, dentro de cápsulas, em quantidades muito superiores às que existem nos alimentos. Não é uma vitamina nem um mineral, por isso não tem dose diária de referência.
De onde vem a PEA usada nos suplementos?
Não é extraída de ovos. A PEA dos suplementos é produzida a partir de gorduras vegetais, normalmente óleo de cártamo ou óleo de palma certificado, e depois purificada. Muitos rótulos indicam uma pureza de 99% e a origem da matéria-prima. Por isso a maioria das cápsulas é adequada a uma alimentação vegana, desde que a própria cápsula seja vegetal, feita de celulose em vez de gelatina. Verifica sempre esse detalhe no rótulo.
Qual forma de PEA devo escolher?
Depende do que valorizas: preço, quantidade por cápsula ou a forma mais usada em estudos. A diferença principal está no tamanho da partícula do pó, porque a PEA quase não se dissolve em água.
| Forma | Característica | Adequada para |
|---|---|---|
| Não micronizada | Cristais maiores | Opção mais económica |
| Micronizada | Pó fino | Uso diário comum |
| Ultramicronizada | Pó ainda mais fino | Quem quer a forma mais estudada |
| Levagen+ com LipiSperse | Dispersão melhorada | Menos miligramas por cápsula |
Nós preferimos as versões micronizada e ultramicronizada.
Como e quando se toma a PEA?
Os rótulos europeus indicam habitualmente uma a três cápsulas por dia, de 300 a 400 mg cada. Quando a toma diária é mais alta, é comum dividi-la em duas vezes, por exemplo ao pequeno-almoço e ao jantar. Como a PEA é uma gordura, tomá-la a uma refeição que contenha gordura é mais prático, tal como fazes com as cápsulas de ómega-3. Segue sempre a dose do rótulo do produto que escolheste.
Quanto tempo demora até notar alguma coisa?
Não é um produto de uso pontual. Nos estudos disponíveis e nas instruções dos rótulos, o uso é medido em semanas, não em dias. Na prática, isso significa duas a quatro semanas de toma consistente antes de tirares conclusões, e muitos rótulos sugerem períodos de oito semanas. Como não existe nenhuma alegação de saúde aprovada para a PEA, não te podemos dizer o que vais sentir. Podemos dizer-te que a regularidade importa mais do que a dose isolada.
A PEA pode ser combinada com outros suplementos?
Sim, e muitas fórmulas já o fazem. As combinações mais frequentes são com luteolina ou polidatina, dois compostos de plantas, e com magnésio, normalmente na forma de citrato. Nada disto cria um efeito garantido: cada ingrediente continua a valer pelo que é. Se já tomas medicação, sobretudo anticoagulantes, ou se acompanhas outra terapia, fala com o teu médico ou farmacêutico antes de acrescentar PEA. É o mesmo cuidado que aplicamos a qualquer novo suplemento.
A PEA tem alergénios ou efeitos secundários conhecidos?
A PEA usada nos suplementos é purificada a partir de óleos vegetais, por isso não contém ovo, amendoim nem soja, mesmo que a molécula exista nesses alimentos. Se tens alergias, confirma sempre a lista completa de ingredientes, incluindo antiaglomerantes e o material da cápsula. Nos ensaios publicados, a tolerância é boa e os relatos de efeitos indesejados são pouco frequentes, sobretudo queixas digestivas ligeiras. Faltam dados sobre gravidez e amamentação, por isso nesses casos pede orientação médica.
Porque não indicam benefícios de saúde para a PEA?
Porque a lei europeia não o permite e porque não seria honesto. As alegações de saúde em suplementos só podem ser usadas depois de a autoridade europeia de segurança alimentar (EFSA) as avaliar e de a Comissão Europeia as autorizar. Para a PEA não existe nenhuma alegação autorizada. Alguns concorrentes escrevem sobre dor ou inflamação; isso vai além do que está aprovado. Preferimos explicar-te a molécula, as formas e as doses dos rótulos, e deixar a decisão contigo, com o teu médico.


