Champô
Encontra champôs líquidos, em barra, secos e matizadores para cada tipo de cabelo e couro cabeludo. Explicamos como escolher a base de lavagem certa, com que frequência lavar e quando vale a pena mudar de fórmula.Ler mais →
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Como escolher o champô certo para o teu couro cabeludo
Um champô faz duas coisas ao mesmo tempo: limpa o sebo do couro cabeludo e retira os resíduos de produto ao longo do comprimento. Quem faz esse trabalho são os tensioativos, moléculas que agarram a gordura para que a água a possa levar. É aí, na base de lavagem, que está a maior diferença entre um champô e outro.
A base de lavagem decide quase tudo
Os sulfatos clássicos, como o sodium lauryl sulfate, são baratos e fazem muita espuma. Limpam bem raízes oleosas, mas podem deixar um couro cabeludo reativo a repuxar. As bases mais suaves, como o sodium cocoyl isethionate usado em muitas barras, fazem menos espuma e costumam ser mais bem toleradas. Menos espuma não significa menos limpeza. Na União Europeia, todos os champôs mostram a lista completa de ingredientes no rótulo, por ordem de quantidade. Os primeiros três ou quatro nomes dizem-te mais do que qualquer frase na frente da embalagem.
Os formatos e o que muda na prática
- Líquido: cerca de quatro quintos do frasco é água. Fácil de espalhar, previsível, boa escolha se o teu cabelo já reage bem ao que usas.
- Em barra: a mesma fórmula sem a água, por isso mais concentrada. Uma barra rende o equivalente a dois ou três frascos e viaja sem problemas na bagagem de mão. Vê as barras de champô sólido se queres reduzir plástico.
- Matizador: pigmento violeta que neutraliza tons alaranjados em cabelo louro ou com madeixas.
Há ainda o champô seco para usar entre lavagens, que absorve oleosidade sem água. É prático num dia cheio, mas não limpa o couro cabeludo, por isso não substitui uma lavagem normal.
Lava o couro cabeludo, não só os comprimentos
A maior parte da sujidade está na raiz. Aplica o champô no couro cabeludo, massaja com as pontas dos dedos durante cerca de um minuto e deixa a espuma escorrer pelos comprimentos ao enxaguar. Uma quantidade do tamanho de uma moeda chega para cabelo curto a médio. Água morna em vez de quente reduz a sensação de secura. Cabelo oleoso pede lavagens mais frequentes do que cabelo seco, e não há um número certo para toda a gente.
Como escolhemos os champôs que vendemos
Olhamos primeiro para a base de lavagem, depois para a concentração e só no fim para o perfume. Preferimos fórmulas em que o tensioativo principal é claro no rótulo, porque é isso que decide a tolerância do couro cabeludo. Trabalhamos com marcas como Olaplex, K18 e Moroccanoil, e compramos diretamente às marcas, sem intermediários. Cada produto passa pela nossa equipa de conformidade antes de ficar online, testamos os produtos nós próprios e laboratórios independentes verificam lotes por amostragem. Um champô prepara o couro cabeludo e mantém o cabelo limpo, não substitui um tratamento, e dizemos isso à partida. Podes ver como selecionamos as marcas.
Se o teu cabelo é pintado, encaracolado ou fica seco nas pontas, um condicionador adequado a seguir à lavagem faz mais diferença do que trocar de champô outra vez. Dá tempo a cada mudança: com uma fórmula nova, conta duas a quatro semanas até saberes o que ela faz pelo teu cabelo.
Perguntas frequentes
O que é que um champô faz realmente?
Um champô limpa. Contém tensioativos, moléculas com uma ponta que gosta de gordura e outra que gosta de água. Ao massajar, essas moléculas envolvem o sebo, o suor e os resíduos de produto, e a água leva tudo ao enxaguar.
Tudo o resto na fórmula é secundário: perfume, agentes que dão suavidade, pigmentos ou ingredientes que cuidam do conforto do couro cabeludo. Por isso a base de lavagem é o primeiro critério a olhar, não a promessa da frente do frasco.
Com que frequência devo lavar o cabelo?
Depende do tipo de cabelo e de couro cabeludo, não de uma regra fixa. Cabelo oleoso produz sebo mais depressa e costuma pedir lavagens mais frequentes. Cabelo seco, grosso ou encaracolado aguenta mais dias entre lavagens.
O sinal a seguir é o couro cabeludo, não o comprimento. Se sentes comichão, oleosidade ou peso, lava. Se o cabelo fica sem corpo e a raiz repuxa, espaça as lavagens ou passa para uma fórmula mais suave.
Que formato de champô devo escolher?
Escolhe pelo hábito de lavagem e pelo tipo de couro cabeludo, não pelo que está na moda.
| Formato | Como funciona | Indicado para |
|---|---|---|
| Líquido | Base diluída em água | Uso diário previsível |
| Em barra | Fórmula concentrada, sem água | Viagem, menos plástico |
| Seco | Absorve sebo, sem enxaguar | Retocar entre lavagens |
| Matizador | Pigmento violeta | Louros e madeixas |
Para tons alaranjados em cabelo louro, vê o champô roxo, que se usa em alternância com o champô habitual.
Um champô sem sulfatos é melhor?
É mais suave, não automaticamente melhor. Os sulfatos limpam depressa e fazem muita espuma, o que ajuda em raízes muito oleosas ou depois de muito produto de styling. A desvantagem é que podem ser demasiado para um couro cabeludo sensível ou para cabelo pintado.
As bases sem sulfatos fazem menos espuma. Muita gente pensa que estão a limpar menos, mas trata-se apenas de outra forma de agir. Se o teu couro cabeludo repuxa depois de lavar, vale a pena experimentar.
Preciso mesmo de usar condicionador a seguir?
Na maior parte dos casos, sim, sobretudo nos comprimentos. A lavagem retira gordura, e é essa gordura que mantém as escamas do cabelo assentes. Sem nada a seguir, o cabelo fica mais áspero e emaranha com mais facilidade.
Aplica o condicionador só do meio para as pontas e evita a raiz, para não pesar. Cabelo muito curto ou muito oleoso pode passar sem ele. Cabelo pintado, seco ou encaracolado quase nunca passa.
Quanto tempo demora o cabelo a adaptar-se a um champô novo?
Conta duas a quatro semanas, ou cerca de dez lavagens, sobretudo quando trocas uma fórmula com sulfatos por uma mais suave ou por uma barra. Nesse período o cabelo pode parecer mais pesado ou menos limpo do que esperavas.
Isso acontece porque a produção de sebo leva tempo a reequilibrar-se. Julgar o resultado à segunda lavagem leva quase sempre a trocar cedo demais. Se ao fim de um mês continua desconfortável, aí sim, muda.
O champô sólido serve para cabelo oleoso?
Serve, mas com uma nota honesta. As barras são concentradas e algumas usam uma proporção alta de tensioativos, por isso limpam bem. Ainda assim, há quem tenha raízes oleosas e sinta que a barra não aguenta até ao dia seguinte.
Se for o teu caso, procura barras com argila ou carvão e alterna com um champô líquido purificante. Guarda a barra num sítio seco, fora do jato da água, senão desfaz-se e rende muito menos.
Um champô pode travar a queda de cabelo?
Não. Um champô fica poucos minutos no couro cabeludo e depois sai com a água. Pode limpar bem a raiz, controlar oleosidade e reduzir a quebra do fio, o que faz o cabelo parecer mais denso, mas não altera o ciclo de crescimento.
Se notas queda persistente ou couro cabeludo visível, fala com um dermatologista. Do lado da alimentação, alguns suplementos para o crescimento do cabelo são um complemento, nunca um substituto.













