Chá verde
Descubra extratos de chá verde (Camellia sinensis) em cápsulas, pó e versões descafeinadas. Explicamos o que significa um extrato padronizado em EGCG, quanta cafeína pode esperar e como tomar sem exagerar.Ler mais →
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Extrato de chá verde: catequinas, EGCG e a forma que faz diferença
O que está dentro da folha
O chá verde vem das folhas da Camellia sinensis, a mesma planta que dá o chá preto. A diferença está no processamento. As folhas do chá verde são aquecidas pouco depois da colheita, o que impede a oxidação. Por isso mantêm as catequinas, um grupo de polifenóis (compostos vegetais que a planta produz nas folhas). A catequina mais estudada chama-se EGCG, ou epigalocatequina-3-galato. É a substância que os fabricantes medem no rótulo, e é também o motivo pelo qual um extrato concentrado não é a mesma coisa que uma caneca de chá.
Nesta seleção de plantas e extratos vegetais encontra três tipos de matéria-prima:
- Extrato padronizado: o rótulo indica a percentagem de polifenóis (por exemplo 50% ou 60%) ou os miligramas de EGCG por dose. É a única forma de saber o que está a tomar.
- Folha em pó, incluindo matcha: concentração mais baixa e mais variável, próxima da bebida. Traz também a cafeína e o sabor.
- Extrato descafeinado: mantém as catequinas e reduz a cafeína. Útil se tomar à tarde ou se for sensível.
Como escolhemos os extratos de chá verde
Olhamos para três coisas: a forma, a dose e as combinações que fazem sentido. Preferimos extratos padronizados, com a percentagem de polifenóis ou os miligramas de EGCG no rótulo, porque sem esse número não sabe o que está a tomar. Mantemos as doses de EGCG por cápsula em níveis moderados: a EFSA ligou tomas de 800 mg ou mais por dia a alterações nos valores do fígado. Somos neutros quanto a marcas e escolhemos pelo resultado, não pela margem. Cada produto passa pela nossa equipa de compliance, testamos nós próprios e laboratórios independentes verificam lotes. Veja como selecionamos as marcas.
Para quem faz sentido
O chá verde interessa sobretudo a quem já gosta da bebida e quer uma dose diária constante, sem preparar chá várias vezes ao dia. Também é procurado por quem acompanha uma dieta ou treina, pela cafeína natural das folhas. Aqui vale a franqueza: a autoridade europeia de segurança alimentar (EFSA) não aprovou nenhuma alegação de saúde para as catequinas do chá verde. Nem para o peso, nem para o efeito antioxidante. Não vamos prometer o que não está aprovado. Quem procura sobretudo apoio nas defesas ou nas células encontra opções melhor documentadas entre os outros antioxidantes.
Cafeína, horário e forma de tomar
Um extrato de chá verde não descafeinado costuma trazer cafeína. Se já bebe café, some tudo antes de decidir a hora da toma. Muitas pessoas param nas primeiras tomas por causa de desconforto no estômago. Quase sempre é uma questão de contexto: a EFSA nota que a absorção do EGCG é mais alta com o estômago vazio, e é também aí que o incómodo aparece. Tomar com uma refeição resolve na maioria dos casos. As fórmulas em cápsulas são as mais práticas para isso, porque a dose é fixa e não tem de lidar com o sabor amargo do pó.
Uma expectativa realista ajuda mais do que promessas. O chá verde funciona como um hábito diário dentro de uma alimentação equilibrada, não como um atalho. Dê-lhe algumas semanas de uso consistente e avalie como se sente, em vez de esperar mudanças na primeira semana.
Perguntas frequentes
É a folha da planta Camellia sinensis, originária da Ásia. A mesma folha dá chá verde, chá branco e chá preto. O que muda é o tratamento após a colheita. No chá verde as folhas são aquecidas rapidamente, o que travam a oxidação e preserva as catequinas, os polifenóis típicos da planta. Nos suplementos usa-se normalmente um extrato dessas folhas, concentrado em polifenóis, ou a folha inteira moída em pó.








