Silício
Encontra suplementos de silício em cápsulas, comprimidos e líquido, com ácido ortossilícico, extrato de bambu ou monometilsilanotriol. Explicamos como as formas diferem, o que a EFSA diz e o que esperar do uso diário.Ler mais →
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Formas de silício: o que muda entre bambu, ChOSA e MMST
O silício é um oligoelemento: um mineral que o corpo contém em quantidades muito pequenas. Encontra-se na areia, nas plantas e também na tua pele, no cabelo, nas unhas e nos ossos. Na alimentação chega sobretudo através de cereais integrais como a aveia, de frutos secos, de legumes como o pepino e a alface, e da água que bebes.
A questão prática não é o número no rótulo, mas quanto desse silício o corpo consegue aproveitar. Nas plantas, o silício está em grande parte sob a forma de sílica, pouco solúvel em água. O corpo absorve melhor o silício já dissolvido, o ácido ortossilícico. Por isso os fabricantes o estabilizam, e é aqui que as formas se separam. Vale a pena olhar para esta categoria com a mesma lógica que aplicas a outros minerais e oligoelementos: a forma diz mais do que os miligramas.
As quatro fontes de silício permitidas na Europa
A lei europeia dos suplementos alimentares autoriza apenas quatro fontes de silício. Todas existem no mercado português, com nomes muito diferentes nos rótulos:
- Ácido ortossilícico estabilizado com colina (ChOSA): silício já dissolvido, em cápsula ou líquido.
- Monometilsilanotriol (MMST), muitas vezes escrito como silício orgânico: quase sempre líquido, para diluir em água.
- Gel de ácido silícico: gel bebível, habitual em doses mais generosas.
- Dióxido de silício: a sílica em pó, a mesma que fornece o silício dos extratos de bambu e de cavalinha.
Ou seja, um produto de bambu não é uma quinta forma mágica. É sílica vegetal, e o rótulo devia dizer quanto silício elementar fornece por dose.
Como escolhemos os produtos com silício
Olhamos primeiro para a fonte de silício e para a quantidade de silício elementar por dose, não para o peso total do extrato. Preferimos fontes dissolvidas ou estabilizadas, como o ácido ortossilícico, porque o corpo as absorve melhor do que a sílica em pó. Quando um produto junta biotina, zinco ou vitamina C, verificamos se essas doses chegam ao nível que justifica a alegação impressa no rótulo. Compramos diretamente às marcas e a nossa equipa de conformidade revê cada rótulo antes de o publicar. Podes ver como selecionamos as marcas.
O que podes esperar, sem exageros
A EFSA avaliou as alegações do silício para o colagénio, os ossos, as articulações, a pele, o cabelo e as unhas e concluiu que os dados não eram suficientes. Por isso, nenhum suplemento vendido na Europa pode prometer esses efeitos. O silício também não tem valor de referência do nutriente, o que explica a percentagem vazia que vês em muitos rótulos. Continua a ser um dos minerais mais procurados por quem cuida do cabelo, pele e unhas, sobretudo a partir dos 40 anos. Só significa que compras uma escolha estrutural, não um resultado garantido.
Se decidires experimentar, dá tempo ao processo. As unhas e o cabelo crescem devagar, por isso conta com dois a três meses de uso diário antes de avaliares. Muitas pessoas combinam o silício com suplementos com colagénio ou com um multivitamínico. Nesse caso, confirma que não estás a duplicar biotina ou zinco. Alguns líquidos com MMST pedem no rótulo que não uses copo de vidro, apenas o copo doseador incluído: segue essa indicação. Na gravidez e na amamentação faltam dados de segurança, e os rótulos portugueses aconselham não tomar sem indicação médica.
Perguntas frequentes
O que é o silício e porque é que aparece em suplementos?
O silício é um oligoelemento, ou seja, um mineral presente no corpo em quantidades muito pequenas. Faz parte de tecidos como a pele, o cabelo, as unhas e os ossos, e chega à alimentação através de cereais integrais, frutos secos, legumes e água. Aparece em suplementos porque é associado ao tecido conjuntivo e porque a absorção a partir dos alimentos é baixa. A EFSA nota, no entanto, que a essencialidade do silício para o ser humano não está estabelecida.
O que significa silício orgânico no rótulo?
Em Portugal, silício orgânico refere-se quase sempre ao monometilsilanotriol, abreviado MMST, uma das fontes de silício autorizadas na União Europeia. O termo não tem nada a ver com agricultura biológica. Descreve apenas uma molécula em que o silício está ligado a um grupo orgânico, para se manter dissolvido em água. Alguns rótulos usam a mesma expressão para o ácido ortossilícico estabilizado com colina. Por isso, vale mais ler o nome químico do que confiar na palavra orgânico.
Qual forma de silício devo escolher?
Depende do formato que consegues manter e da dose que procuras. Estas são as quatro fontes autorizadas na União Europeia:
| Fonte | Formato habitual | Adequada para |
|---|---|---|
| Ácido ortossilícico com colina | Cápsula ou líquido | Silício já dissolvido |
| Monometilsilanotriol (MMST) | Líquido para diluir | Quem prefere copo doseador |
| Gel de ácido silícico | Gel bebível | Doses mais generosas |
| Dióxido de silício, bambu, cavalinha | Cápsula ou pó | Opção vegana e acessível |
Compara sempre o silício elementar por dose, não o peso do extrato.
Existe uma dose diária recomendada de silício?
Não. A EFSA concluiu em 2004 que não havia dados suficientes para definir um limite máximo tolerável para o silício, e também não existe uma ingestão recomendada. Por isso o silício não tem valor de referência do nutriente e não vês percentagem no rótulo. Na prática, as doses de mercado variam muito, de poucos miligramas em líquidos de MMST a centenas de miligramas em cápsulas de bambu. Segue a dose indicada pelo fabricante e não a somes entre vários produtos.
Como e quando devo tomar o silício?
Os líquidos costumam ser indicados de manhã, com água, e as cápsulas junto a uma refeição para reduzir desconforto no estômago. Nenhuma das duas opções é claramente superior, por isso escolhe a que consegues repetir todos os dias. A constância importa mais do que a hora. Mede sempre com o copo doseador incluído e, se o rótulo pedir para não usares copo de vidro, respeita essa instrução: é uma indicação do próprio fabricante para essa formulação.
Quanto tempo até notar alguma diferença?
Conta com dois a três meses de uso diário antes de tirares conclusões. As unhas crescem cerca de alguns milímetros por mês e o cabelo em ciclos ainda mais lentos, por isso qualquer mudança estrutural só se torna visível na parte nova. As unhas são normalmente o primeiro sítio onde se nota. Preferimos dizer isto de forma clara: se procuras um efeito em duas semanas, o silício não é a escolha certa.
O silício é seguro na gravidez, na amamentação ou para crianças?
Faltam estudos que confirmem a segurança do silício suplementar na gravidez e na amamentação. Por esse motivo, os rótulos vendidos em Portugal indicam que não deve ser utilizado nestas situações, salvo indicação médica. Vários produtos líquidos definem também uma idade mínima, muitas vezes 12 anos, e o complexo de ácido ortossilícico com vanilina foi autorizado apenas para adultos. Se tomas medicação regular, fala primeiro com o teu médico ou farmacêutico.
Silício, colagénio ou vitamina C: o que faz sentido combinar?
Os três são coisas diferentes. O silício é um mineral estrutural sem alegação de saúde aprovada na Europa. O colagénio hidrolisado fornece os aminoácidos da própria proteína, também sem alegação aprovada. Só a vitamina C tem uma alegação autorizada ligada à formação normal de colagénio. É por isso que muitas fórmulas de beleza incluem vitamina C, biotina ou zinco: são esses nutrientes que sustentam legalmente o texto do rótulo. Combina-os, mas verifica as doses para não duplicar.



