Lactoferrina
Encontra lactoferrina em cápsulas, de 100 a 300 mg por dose, isolada ou combinada com vitamina C e D. Explicamos a diferença entre apolactoferrina e lactoferrina saturada em ferro, quando tomar cada uma e a quem se adequa.Ler mais →
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Suplementos de lactoferrina: formas, doses e o que esperar
O que é a lactoferrina
A lactoferrina é uma proteína do leite com grande afinidade pelo ferro. Está presente no colostro, nas lágrimas e na saliva, e é extraída do soro do leite de vaca para uso em suplementos. Nas cápsulas aparece como pó purificado, muitas vezes com um teor declarado de 90 a 95 por cento. A quantidade por dose situa-se normalmente entre 100 e 300 mg.
Sobre os efeitos, somos diretos: a lactoferrina não tem uma alegação de saúde aprovada na Europa. Quando um rótulo fala do sistema imunitário, essa alegação vem da vitamina C, da vitamina D ou do zinco da fórmula, não da proteína em si. Preferimos dizer isto a prometer o que não pode ser confirmado. Se quer uma alegação clara, veja também os suplementos com ferro: o ferro contribui para o normal transporte de oxigénio no organismo.
As formas diferem no ferro ligado e na cápsula
- Apolactoferrina: praticamente sem ferro ligado, por isso mantém livre a sua capacidade de captar ferro no intestino.
- Lactoferrina parcialmente saturada: já transporta algum ferro. É a base das fórmulas pensadas para acompanhar a ingestão de ferro.
- Cápsula gastrorresistente: a lactoferrina é uma proteína e o ácido do estômago degrada proteínas. Uma cápsula de libertação retardada só abre mais abaixo no trato digestivo.
- Pó: prático para ajustar a dose ou para quem não engole cápsulas.
Como escolhemos a lactoferrina que vendemos
Olhamos para três coisas: a forma, a dose e as combinações. Damos preferência a lactoferrina purificada com o teor indicado no rótulo, porque 200 mg de extrato e 200 mg de lactoferrina não são a mesma coisa. Escolhemos doses entre 100 e 300 mg, o intervalo usado nas fórmulas europeias, e combinações defensáveis, como vitamina C ou vitamina D, que têm alegações aprovadas. Compramos diretamente às marcas, a nossa equipa de compliance verifica cada rótulo antes de ficar online e testamos os produtos, com laboratórios independentes a analisar lotes por amostragem. Pode ver como selecionamos as marcas.
Para quem faz sentido
A lactoferrina interessa sobretudo a quem acompanha o ferro de perto: mulheres com menstruações abundantes, adultos mais velhos e pessoas que toleram mal os sais de ferro mais antigos. Também é usada por quem trabalha o equilíbrio intestinal, por vezes ao lado de cápsulas de colostro, onde a lactoferrina existe naturalmente em quantidade menor.
Duas notas honestas. A lactoferrina vem do leite e contém proteínas do leite, mesmo quando o produto é certificado sem lactose. E é um suplemento de uso contínuo: conte com duas a três semanas de toma consistente antes de avaliar como se sente. Por grama, fica acima da maioria dos aminoácidos e proteínas isoladas, o que se explica pelo processo de separação a partir do soro. Para quem procura especificamente esta proteína, é a via disponível, e é por isso que a mantemos em assortimento com formas e doses claras.
Perguntas frequentes
O que é a lactoferrina e de onde vem?
A lactoferrina é uma proteína que se liga ao ferro. O corpo produz a sua própria e ela existe no leite materno, no colostro, na saliva e nas lágrimas. Nos suplementos é obtida do soro do leite de vaca, separada e purificada até um pó com teor elevado de lactoferrina. É por isso que os rótulos indicam sempre leite como alergénio, mesmo em produtos certificados sem lactose.
Para que é usada a lactoferrina nos suplementos?
Na prática, é usada por pessoas que acompanham o ferro e o equilíbrio intestinal. Aqui somos claros: não existe alegação de saúde aprovada na União Europeia para a lactoferrina. Isso não significa que não haja investigação, significa que a autoridade europeia ainda não validou uma alegação. Se num rótulo lê uma referência ao sistema imunitário, ela pertence à vitamina C, à vitamina D ou ao zinco adicionados, não à proteína.
Que forma de lactoferrina devo escolher?
Depende do que procura. As diferenças reais estão no ferro já ligado à proteína e no tipo de cápsula.
| Forma | Característica | Adequada a |
|---|---|---|
| Apolactoferrina | Quase sem ferro ligado | Quem quer a proteína isolada |
| Parcialmente saturada | Já transporta algum ferro | Fórmulas com ferro |
| Cápsula gastrorresistente | Abre depois do estômago | Estômagos sensíveis |
| Pó | Dose ajustável | Quem não engole cápsulas |
Se hesitar, comece por uma cápsula com teor de lactoferrina declarado no rótulo.
Como e quando se toma a lactoferrina?
A maioria dos produtos indica uma cápsula por dia. Muitas marcas europeias recomendam tomá-la fora das refeições, cerca de duas horas antes ou depois, porque é uma proteína e outros alimentos competem com a sua passagem pelo estômago. Fórmulas com vitamina C e vitamina D são por vezes indicadas após o pequeno-almoço, para acompanhar a gordura da refeição. Siga sempre a dose do rótulo e não a exceda.
Quanto tempo demora até notar alguma diferença?
Não é um suplemento de efeito imediato. Nos estudos e nas recomendações dos fabricantes, a lactoferrina é usada de forma continuada, ao longo de semanas. Sugerimos avaliar depois de duas a três semanas de toma diária consistente, e não a partir de dias isolados. Se o seu objetivo tem que ver com os níveis de ferro, o acompanhamento por análises com o seu profissional de saúde é mais fiável do que a sensação subjetiva.
Posso tomar lactoferrina se tenho alergia às proteínas do leite ou intolerância à lactose?
São duas coisas diferentes. Muitos produtos são certificados sem lactose, porque a lactose é removida durante a purificação, e por isso podem servir a quem tem intolerância à lactose. Já quem tem alergia às proteínas do leite deve evitar a lactoferrina: a proteína é precisamente a matéria-prima. Em caso de dúvida, ou se está grávida, a amamentar ou a tomar medicação, fale primeiro com o seu médico ou farmacêutico.
Faz sentido combinar lactoferrina com ferro ou com probióticos?
São as duas combinações mais frequentes. Com ferro, a lactoferrina aparece em fórmulas que juntam bisglicinato ferroso, uma forma escolhida pela boa tolerância. Neste caso vale conhecer os valores de referência europeus, porque o ferro soma-se ao da alimentação:
| Grupo | Referência (PRI) |
|---|---|
| Homens adultos | 11 mg/dia |
| Mulheres antes da menopausa | 16 mg/dia |
| Raparigas 12 a 17 anos | 13 mg/dia |
| Crianças 1 a 6 anos | 7 mg/dia |
| Nível seguro, adultos | 40 mg/dia |
Com Probióticos, a combinação é comum, mas cada produto mantém o seu próprio efeito.








