Cacau
Aqui encontra cacau em pó, nibs de cacau cru e extratos com flavanóis. Explicamos a diferença entre cacau natural e alcalinizado, quanto usar por dia e como encaixar o cacau nos batidos ou no pequeno-almoço.Ler mais →
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Cacau em pó, nibs e extratos: o que muda na prática
O que está dentro do cacau
O cacau vem das sementes da árvore Theobroma cacao, que são fermentadas, secas, torradas e moídas. Depois de se prensar parte da manteiga de cacau, sobra o pó escuro que todos reconhecem. Esse pó concentra três coisas ao mesmo tempo: flavanóis, um grupo de antioxidantes; minerais como magnésio, ferro, cobre e potássio; e bastante fibra. Traz também teobromina, um estimulante suave da mesma família da cafeína. A única alegação de saúde autorizada na Europa para o cacau é clara: os flavanóis de cacau ajudam a manter a elasticidade dos vasos sanguíneos, o que contribui para um fluxo sanguíneo normal. A quantidade de referência é 200 mg de flavanóis por dia.
O processamento decide o teor de flavanóis
É aqui que está o detalhe que quase nenhum rótulo explica. Os flavanóis são frágeis. A fermentação, a torra e sobretudo a alcalinização, o processo que dá ao cacau uma cor escura e um sabor menos ácido, reduzem-nos de forma acentuada.
- Cacau em pó cru ou natural: sabor ácido e amargo, teor de flavanóis mais próximo do grão.
- Cacau alcalinizado: mais suave, escuro e fácil de dissolver, com menos flavanóis.
- Nibs (pepitas): pedaços do grão partido, crocantes, com a manteiga de cacau intacta e mais gordura por colher.
- Extrato padronizado em cápsulas: indica um valor de flavanóis no rótulo, coisa que o pó quase nunca faz.
Por isso vemos o cacau como parte de um conjunto e não como substituto de nada. Faz sentido ao lado de outras fontes de antioxidantes, mas uma colher de sopa não substitui um suplemento com magnésio. O mesmo vale para o ferro: por 100 g o cacau é rico em ferro, só que é ferro de origem vegetal, absorvido menos facilmente do que o dos produtos com ferro de dose definida.
Como escolhemos o cacau da nossa gama
Olhamos primeiro para o processamento, depois para a origem. Preferimos cacau cru ou pouco processado quando o objetivo são os flavanóis, e cacau alcalinizado quando o objetivo é o sabor em bebidas e receitas. Damos preferência a lotes biológicos com origem indicada, porque o cacau absorve cádmio do solo e a origem explica boa parte das diferenças. Compramos diretamente às marcas, a nossa equipa de compliance verifica cada rótulo antes de ficar online e os lotes são testados por laboratórios independentes. Veja como selecionamos.
Para quem o cacau faz sentido
O cacau encaixa bem em quem já toma papas de aveia, batidos ou iogurte ao pequeno-almoço e quer trocar achocolatados com açúcar por um produto de um só ingrediente. O sabor é francamente amargo, sobretudo no pó cru, por isso uma colher de chá numa bebida quente é um bom ponto de partida. A teobromina é mais suave do que a cafeína, mas continua a ser estimulante: há quem prefira usar o cacau até ao fim da tarde. Os efeitos ligados aos flavanóis dependem de uso diário e regular, não de uma dose ocasional. Quem está grávida, a amamentar ou a dar cacau a crianças deve ler o rótulo e moderar a quantidade, por causa da teobromina.
Perguntas frequentes
O que é o cacau em pó e em que difere de um achocolatado?
O cacau em pó é feito das sementes de Theobroma cacao fermentadas, secas, torradas e moídas, depois de se prensar parte da manteiga de cacau. Tem um ingrediente só. Um achocolatado é uma mistura, normalmente com açúcar em primeiro lugar na lista e uma percentagem de cacau muito menor. Daí a diferença de sabor: o cacau puro é amargo e intenso, o achocolatado é doce. Se procura minerais e flavanóis, a lista de ingredientes é o teste mais rápido.
Cacau cru e cacau em pó normal são a mesma coisa?
Não exatamente. O termo cru indica que o grão foi processado a baixa temperatura, sem torra intensa e sem alcalinização. O resultado é um pó mais claro, mais ácido e com um teor de flavanóis mais próximo do grão original. O cacau em pó comum passa por torra e muitas vezes por alcalinização, o que dá cor escura e sabor suave, com perda de flavanóis. Cru não é um termo com definição legal, por isso vale a pena ler a descrição do processo.
Que forma de cacau devo escolher?
Depende do que quer do produto: sabor, textura ou flavanóis. Esta comparação resume as diferenças práticas.
| Forma | Sabor | Flavanóis | Indicada para |
|---|---|---|---|
| Pó cru ou natural | Ácido, amargo | Mais alto | Uso diário pelos flavanóis |
| Pó alcalinizado | Suave, escuro | Mais baixo | Bebidas e pastelaria |
| Nibs | Amargo, crocante | Alto | Toppings e snacks |
| Extrato em cápsulas | Sem sabor | Indicado no rótulo | Quem quer dose fixa |
Se cozinha com cacau, o alcalinizado é mais agradável. Se o objetivo são os flavanóis, o pó cru ou um extrato padronizado dão mais controlo.
Quanto cacau é preciso por dia para chegar a 200 mg de flavanóis?
A alegação europeia autorizada indica 200 mg de flavanóis de cacau por dia e nomeia as quantidades que os fornecem.
| Fonte | Quantidade diária |
|---|---|
| Cacau em pó rico em flavanóis | 2,5 g |
| Chocolate negro rico em flavanóis | 10 g |
| Extrato de cacau rico em flavanóis | menos de 1 g |
Atenção a um ponto honesto: o cacau em pó comum raramente indica o teor de flavanóis, que varia muito com o processamento. Quem compra cacau com este objetivo costuma ver também a nossa seleção para coração e vasos sanguíneos.
O cacau tem cafeína e pode atrapalhar o sono?
O estimulante principal do cacau é a teobromina, da mesma família da cafeína, e há também uma pequena quantidade de cafeína. A teobromina age de forma mais suave e prolongada, mas em pessoas sensíveis pode causar nervosismo, batimento acelerado ou dificuldade em adormecer. Por isso é prático usar o cacau ao pequeno-almoço ou a meio da tarde e ver como reage. Se dorme bem com um chocolate quente à noite, não precisa de mudar nada.
Uma colher de cacau dá magnésio e ferro suficientes para o dia?
Não. Por 100 g o cacau em pó é realmente rico em magnésio e em ferro, e é por isso que essas percentagens aparecem nos rótulos. Só que ninguém come 100 g de cacau. Uma colher de sopa pesa cerca de 5 a 10 g, o que dá uma fração dessas percentagens. Além disso, o ferro do cacau é de origem vegetal e absorve-se menos facilmente. Veja o cacau como um bom extra na alimentação, não como uma dose de minerais.
Porque é que se fala de cádmio no cacau e o que fazemos quanto a isso?
O cádmio é um metal presente naturalmente em muitos solos e a árvore do cacau absorve-o pelas raízes. Alguns solos, sobretudo na América do Sul, têm níveis mais elevados, por isso a origem do grão faz diferença real no produto final. A União Europeia fixa limites máximos legais de cádmio para produtos de cacau e chocolate, o que já cria uma base de segurança. Do nosso lado, preferimos lotes com origem indicada e fazemos verificar batches por laboratórios independentes.


