Suplementos alimentares
Explora suplementos alimentares por categoria: vitaminas, minerais, ácidos gordos, aminoácidos e extratos de plantas. Explicamos as formas que escolhemos, porque a dose importa e como ler o VRN no rótulo.Ler mais →
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Suplementos alimentares
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Como escolher um suplemento alimentar que faz sentido para ti
Um suplemento alimentar é uma fonte concentrada de nutrientes, ou de outras substâncias com efeito nutricional, vendida em dose medida: cápsulas, comprimidos, saquetas de pó, gotas ou ampolas. Em Portugal só pode ser vendido pré-embalado e não é um medicamento. Por isso não pode prometer tratar nem prevenir doenças, e isso muda a forma como deves ler um rótulo.
A forma e a dose decidem quase tudo
Duas embalagens podem dizer 375 mg de magnésio e comportar-se de maneira diferente. O óxido de magnésio é barato e pouco absorvido. O citrato e o bisglicinato costumam ser mais bem tolerados pelo estômago. O mesmo raciocínio aplica-se à vitamina B12, em que preferimos a metilcobalamina, e ao ferro, em que o bisglicinato causa menos desconforto na maioria das pessoas. Nas vitaminas isoladas e complexos compensa comparar a forma antes do preço.
A dose também não é um detalhe. Alguns produtos cobrem 100% do VRN, o valor de referência que aparece no rótulo. Outros dão muito mais do que isso. Mais não é automaticamente melhor, sobretudo nos nutrientes lipossolúveis, ou seja, os que se dissolvem em gordura e que o corpo consegue acumular. Entre os minerais como magnésio e zinco, a dose útil depende do que já vem da alimentação.
O que encontras em cada categoria
- Vitaminas e minerais: desde a vitamina D no inverno ao zinco. A vitamina C contribui para o normal funcionamento do sistema imunitário e o magnésio contribui para a redução do cansaço e da fadiga.
- Ácidos gordos: ómega-3 com EPA e DHA, em óleo de peixe ou em óleo de algas para quem não come peixe.
- Aminoácidos e proteínas: creatina, colagénio e whey, com doses pensadas para treino e recuperação.
Os extratos de ervas e plantas seguem outra lógica. Aqui interessa a padronização do extrato, por exemplo a percentagem de withanolídeos na ashwagandha, porque é isso que torna duas cápsulas comparáveis.
Como escolhemos o que entra no catálogo
Olhamos para três coisas antes de dizer sim a um produto: a forma do ingrediente, a dose e as combinações que fazem sentido, como a vitamina D3 com vitamina K2 na forma MK-7. Somos neutros quanto a marcas. Compramos diretamente aos fabricantes, sem intermediários, e ficamos com o que dá resultado, não com o que dá margem. Cada produto passa pela nossa equipa de compliance antes de ir online, testamos os produtos nós mesmos e laboratórios independentes analisam lotes por amostragem. Em mais de dez anos, aprendemos a dizer não com frequência: como selecionamos marcas e produtos.
Sê realista com o tempo. Na maioria dos casos, conta duas a três semanas de uso consistente antes de avaliar o efeito, porque os níveis de um nutriente sobem devagar. Há também avisos que não escondemos: na gravidez devem evitar-se doses elevadas de vitamina A na forma de retinol, e quem toma anticoagulantes deve falar com o médico antes de usar vitamina K. Um suplemento completa a alimentação, não a substitui, e é aí que faz o seu melhor trabalho.
Perguntas frequentes
O que é exatamente um suplemento alimentar?
É um género alimentício que fornece nutrientes, como vitaminas e minerais, ou outras substâncias com efeito nutricional ou fisiológico, numa forma doseada. Cápsulas, comprimidos, pastilhas, saquetas de pó, ampolas e frascos com conta-gotas entram nesta definição. Em Portugal, a denominação de venda no rótulo tem de ser mesmo suplemento alimentar e o produto só pode ser vendido pré-embalado. Como não é um medicamento, não pode alegar prevenir, tratar ou curar doenças.
Preciso mesmo de tomar suplementos?
Nem todos precisam, e dizemos isso com franqueza. A alimentação vem primeiro. Os suplementos fazem sentido quando existe uma lacuna concreta: vitamina D nos meses de pouco sol, vitamina B12 numa alimentação vegana, ferro em fases de maior perda, ómega-3 quando raramente comes peixe gordo. Se não sabes por onde começar, é mais útil partir de uma necessidade do que de um produto, e por isso organizamos também os produtos organizados por objetivo.
Quanto tempo demora até sentir alguma diferença?
Depende do nutriente, mas na maioria dos casos conta duas a três semanas de uso diário antes de avaliar. Um mineral ou uma vitamina precisa de tempo para repor níveis no organismo, sobretudo se havia falta. Alguns produtos agem mais depressa, como a melatonina na noite em que a tomas. Outros, como o colagénio ou a biotina para o cabelo, pedem dois a três meses. Regularidade conta mais do que dose alta.
Devo tomar em jejum ou com uma refeição?
A regra prática é simples. As vitaminas lipossolúveis, A, D, E e K, e o ómega-3 absorvem-se melhor com uma refeição que tenha gordura, por exemplo azeite, ovos ou peixe. As vitaminas hidrossolúveis, como a C e as do complexo B, funcionam bem com água e algumas pessoas preferem tomá-las de manhã. Ferro e magnésio em doses maiores causam menos desconforto quando acompanham comida. Se um produto te dá náusea em jejum, muda para a refeição.
Que forma devo escolher: cápsula, comprimido, pó ou líquido?
A forma influencia sobretudo a facilidade de uso e a flexibilidade da dose, não tanto o resultado final.
| Forma | Vantagem | A ter em conta |
|---|---|---|
| Cápsula | Sem sabor, dose fixa | Gelatina ou vegetal |
| Comprimido | Muita dose por unidade | Pode ser grande |
| Pó | Dose ajustável | Precisa de balança ou medida |
| Líquido ou gotas | Fácil de engolir | Prazo mais curto após abrir |
| Goma | Prática para crianças | Costuma levar açúcar |
Para doses altas de magnésio ou creatina, o pó sai mais em conta. Para viagens, a cápsula ganha.
O que significa 100% VRN no rótulo?
VRN é o Valor de Referência do Nutriente, definido na legislação europeia de informação ao consumidor. Substituiu a antiga DDR e serve para comparar produtos, não para indicar a tua necessidade pessoal. Um suplemento com 100% VRN de vitamina C cobre a referência de rótulo para um adulto médio.
| Nutriente | VRN por dia |
|---|---|
| Vitamina C | 80 mg |
| Vitamina D | 5 µg (200 UI) |
| Vitamina B12 | 2,5 µg |
| Cálcio | 800 mg |
| Magnésio | 375 mg |
| Ferro | 14 mg |
| Zinco | 10 mg |
Posso tomar vários suplementos ao mesmo tempo?
Na maioria dos casos sim, mas vale a pena separar algumas coisas. Doses altas de cálcio competem com o ferro pela mesma via de absorção, por isso é melhor afastá-las algumas horas. O zinco em doses elevadas e prolongadas pode reduzir o aproveitamento do cobre. Um multivitamínico já traz muito do que outros frascos repetem, o que facilmente leva a doses somadas mais altas do que pensavas. Lê os rótulos e soma antes de acrescentar.
Há situações em que devo ter cuidado extra?
Sim, e são poucas mas importantes. Na gravidez, evitam-se doses elevadas de vitamina A na forma de retinol. Quem toma anticoagulantes deve falar com o médico antes de usar vitamina K, porque interfere com a medicação. A erva-de-são-joão pode reduzir o efeito de vários medicamentos, incluindo a pílula. Em caso de doença crónica, medicação diária, amamentação ou uso em crianças, confirma sempre com um profissional de saúde antes de começar.
Como sei se um suplemento é vendido legalmente em Portugal?
Antes de comercializar, o responsável tem de notificar a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, enviando o modelo de rótulo. É importante entender o que essa notificação não é: a DGAV não avalia a segurança nem valida a rotulagem, e não emite autorização. A responsabilidade fica sempre no operador económico, e a fiscalização acontece depois, por amostragem, com a ASAE. Sinais práticos a verificar: rótulo em português, dose diária recomendada, aviso para não exceder essa dose e identificação da empresa responsável.

























