Comprimidos
Suplementos em comprimidos: multivitamínicos, minerais e plantas em doses fixas por unidade. Explicamos onde o comprimido é a forma mais prática, quando a cápsula ou o pó faz mais sentido e como tomar sem dificuldade.Ler mais →
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O que distingue um suplemento em comprimido das outras formas
Um comprimido é pó prensado. Os ingredientes são misturados com substâncias que dão coesão à massa e depois comprimidos numa forma sólida. Muitos levam um revestimento fino, que mascara o sabor e torna a deglutição mais fácil. É a forma mais compacta de suplementação: numa só unidade cabe mais matéria-prima do que numa cápsula do mesmo tamanho.
As doses altas aparecem quase sempre em comprimido
Essa é a razão prática pela qual encontras 1000 mg de vitamina C, cálcio ou magnésio em comprimido e raramente em cápsula. Uma cápsula com a mesma dose seria grande demais, ou obrigaria a tomar três por dia. Em troca, o comprimido tem de se desintegrar no estômago antes de o corpo poder usar o conteúdo, enquanto a nossa seleção em cápsulas se abre mais depressa.
Nem todos os comprimidos funcionam da mesma maneira
A palavra descreve uma família de formas, não um produto único:
- Simples ou revestido: desintegra-se no estômago. É a base da maioria dos multivitamínicos.
- Gastro-resistente: o revestimento aguenta o ácido do estômago e só abre no intestino. Usa-se em probióticos e enzimas.
- Libertação prolongada: liberta o conteúdo ao longo de várias horas, comum em complexo B e em vitamina C.
- Mastigável ou efervescente: pensados para quem não engole bem cápsulas; vê também os comprimidos para mastigar.
Um comprimido contém sempre mais do que o ingrediente
Precisa de agentes de volume, como celulose microcristalina, e de um lubrificante, muitas vezes estearato de magnésio, para a massa não colar ao molde. Isso não é sinal de má qualidade, é engenharia necessária. O que olhamos é a quantidade e a origem: rótulos que declaram tudo, sem corantes decorativos e, quando o revestimento é de origem vegetal, adequados a vegetarianos e veganos. Por regra, um comprimido pequeno com dose alta traz menos excipientes do que um comprimido grande com dose baixa.
Como escolhemos os comprimidos que entram no catálogo
Olhamos primeiro para a forma do ingrediente, depois para a dose e só depois para a combinação. Em comprimido preferimos citrato ou bisglicinato de magnésio ao óxido, e metilcobalamina à cianocobalamina, porque o corpo aproveita melhor essas formas. Recusamos comprimidos com doses simbólicas, dez ou vinte por cento do valor de referência, porque não mudam nada. Não empurramos marcas por margem: compramos diretamente aos produtores, a nossa equipa de conformidade valida cada rótulo antes de ficar online e testamos lotes por amostragem, também em laboratórios independentes. Vê como selecionamos as marcas.
Para quem o comprimido é a escolha certa
Serve bem quem toma o mesmo suplemento todos os dias e quer uma dose fixa, sem doseadores nem colheres. Viaja melhor, custa menos por dose e dura mais tempo depois de aberto. Serve menos bem quem tem dificuldade em engolir, quem precisa de ajustar a dose ao peso corporal ou quem quer algo de sabor agradável antes do treino. Nesses casos vale a pena comparar com os pós e os líquidos do nosso catálogo de suplementos alimentares. E conta com tempo: na maioria dos nutrientes os efeitos notam-se depois de duas a três semanas de uso consistente, não nos primeiros dias.
Perguntas frequentes
É um suplemento alimentar em que os ingredientes foram prensados numa forma sólida, sozinhos ou com um revestimento fino. Ao contrário da cápsula, não há invólucro a envolver um pó solto: o próprio comprimido é a dose. Isso permite juntar muita matéria-prima numa unidade, o que explica por que tantos multivitamínicos completos existem nesta forma. Cada comprimido traz a mesma quantidade, o que torna a dose diária previsível.
Não como regra geral. A cápsula abre-se em poucos minutos, o comprimido precisa primeiro de se desintegrar, por isso costuma demorar mais a começar a agir. No fim, a quantidade que o corpo aproveita depende muito mais da forma química do ingrediente do que do formato exterior. Um comprimido com citrato de magnésio é aproveitado melhor do que uma cápsula com óxido de magnésio. É por isso que olhamos para a forma antes de olhar para o formato.
Depende da dose que precisas e da facilidade com que engoles. Um resumo prático:
| Forma | Vantagem principal | Menos indicada para |
|---|---|---|
| Comprimido | Dose alta, preço por dose baixo | Quem engole com dificuldade |
| Cápsula | Abre mais depressa, sem sabor | Doses muito elevadas |
| Pó | Dose ajustável ao grama | Uso em viagem |
| Efervescente | Bebe-se, sabor agradável | Quem evita sódio ou adoçantes |
| Mastigável | Fácil para crianças e idosos | Ingredientes de sabor forte |
Na dúvida, escolhe a forma que consegues manter todos os dias.
Para a maioria, com uma refeição. Vitaminas A, D, E e K precisam de alguma gordura para serem absorvidas, por isso funcionam melhor à mesa. O ferro é a exceção clássica: absorve-se melhor com o estômago vazio, mas dá mais desconforto assim, e o cálcio ou o chá reduzem a absorção. O magnésio à noite costuma cair melhor. Segue sempre a indicação do rótulo, porque foi pensada para aquele produto.
Os comprimidos simples com ranhura podem ser partidos ao meio para dividir a dose. Os gastro-resistentes e os de libertação prolongada não devem ser partidos nem moídos: o revestimento é o que controla onde e quando o conteúdo é liberado, e ao quebrá-lo perdes essa função. Se um comprimido não tem ranhura, é sinal de que não foi feito para ser dividido. Nesse caso vale mais escolher uma dose menor.
Bebe primeiro um pouco de água para humedecer a garganta, coloca o comprimido na língua e engole com um copo cheio, não com um golo. Inclinar ligeiramente a cabeça à frente ajuda mais do que atirá-la para trás. Ficar de pé ou sentado durante alguns minutos evita a sensação de comprimido parado. Se continua a ser desconfortável, a forma mastigável, efervescente ou em pó resolve o problema de raiz.
Muitos são, mas não todos. O comprimido em si não usa gelatina, ao contrário de algumas cápsulas, o que joga a favor. A questão está nos auxiliares: revestimentos com derivados lácteos, lactose como agente de volume, ou corantes de origem animal como o carmim. Verifica sempre a lista completa de ingredientes no rótulo, porque a declaração de alergénios é obrigatória. Nas fichas dos produtos indicamos quando um comprimido é vegetariano ou vegano.
Muda o local e o ritmo. O revestimento gastro-resistente aguenta o ambiente ácido do estômago e só se dissolve no intestino, o que faz sentido em probióticos e em enzimas digestivas sensíveis ao ácido. A libertação prolongada usa uma matriz que se desfaz devagar e distribui o conteúdo por várias horas, útil em nutrientes que são eliminados rapidamente, como a vitamina C e as do complexo B. Em troca, ambos os tipos são mais caros e não podem ser partidos.

























