Raiz de dente-de-leão
Encontre raiz de dente-de-leão em cápsulas, extratos e pó, além de fórmulas com alcachofra ou bardana. Explicamos a diferença entre raiz e folha, o que significa um extrato 4:1 e como usar no dia a dia.Ler mais →
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O que distingue os suplementos com dente-de-leão
O dente-de-leão (Taraxacum officinale) cresce em quase toda a Europa e é uma das plantas mais pedidas na nossa secção de ervas e plantas. Na suplementação contam sobretudo duas partes: a raiz e a folha. A raiz concentra inulina, uma fibra que serve de alimento às bactérias do intestino, e compostos amargos como a taraxacina. A folha tem mais potássio. Muitos rótulos escrevem apenas "dente-de-leão", por isso vale a pena ler a lista de ingredientes antes de comprar.
Raiz e folha não são a mesma coisa
A raiz é a parte amarga, usada há séculos antes das refeições. O seu teor de inulina muda com a época da colheita e é mais alto no outono. A folha é a parte que a fitoterapia tradicional associa ao fluxo urinário. Há ainda produtos que juntam raiz e parte aérea, a combinação descrita pela Agência Europeia de Medicamentos como uso tradicional de longa data. Saber que parte está na cápsula diz-lhe mais do que o número de miligramas no rótulo.
Pó integral, extrato seco e tintura
As três formas mais comuns em Portugal diferem no grau de concentração:
- Pó integral da raiz: raiz seca e moída, muitas vezes criotriturada. As cápsulas rondam os 250 a 400 mg e mantêm a planta completa.
- Extrato seco 4:1: quatro partes de raiz dão uma parte de extrato. Mais concentrado por cápsula, útil quando prefere tomar menos cápsulas por dia.
- Tintura em gotas: permite ajustar a dose gota a gota e mantém o sabor amargo, que faz parte do uso tradicional antes das refeições.
Também encontra fórmulas que juntam dente-de-leão a bardana ou a extratos de alcachofra, outra planta amarga da mesma tradição europeia.
Na prática, quem começa escolhe cápsulas com pó integral pela simplicidade. Quem já conhece o sabor amargo prefere a tintura, em água morna cerca de 15 minutos antes de comer. E quem faz uma cura sazonal de primavera ou outono opta com frequência pelo extrato seco, por ser mais fácil de manter durante três a quatro semanas.
Como escolhemos os suplementos com dente-de-leão
Olhamos primeiro para a parte da planta e para o rácio do extrato: um "4:1" declarado diz-nos mais do que a palavra "concentrado". Preferimos rótulos que indicam a espécie, a parte usada e a quantidade por cápsula, porque só assim consegue comparar dois produtos. Compramos diretamente às marcas, sem intermediários, e cada produto passa pela nossa equipa de conformidade antes de entrar na loja. Testamos internamente e laboratórios independentes verificam lotes por amostragem. Mais de 10 anos a fazer isto ensinaram-nos a recusar fórmulas com doses simbólicas: veja como selecionamos.
Uma nota honesta: não existem alegações de saúde aprovadas pela autoridade europeia de segurança alimentar (EFSA) para o dente-de-leão. As formulações sobre função urinária e digestão continuam em suspenso no registo europeu, e o reconhecimento que existe baseia-se no uso tradicional, não em ensaios clínicos amplos. Por isso descrevemos o que a planta é e como se usa, sem prometer resultados. Se toma medicação diurética, para a tensão arterial ou para a glicemia, fale com o seu médico antes de começar. Quem procura uma planta amarga mais estudada costuma comparar com o cardo-mariano em cápsulas, disponível em extratos padronizados em silimarina.
Perguntas frequentes
É a raiz do Taraxacum officinale, uma planta da família das Asteraceae que cresce espontaneamente por toda a Europa. A raiz é grossa, amarga e rica em inulina, uma fibra vegetal, além de compostos amargos como a taraxacina. Nos suplementos aparece seca e moída em cápsulas, como extrato concentrado, em tintura ou tostada para infusão. É a parte mais usada quando o objetivo é o perfil amargo da planta.







