Ervas e Plantas
Suplementos de plantas medicinais em cápsulas, pó, tinturas e extratos padronizados: de ashwagandha e cúrcuma a cardo mariano. Explicamos como ler a razão de extração no rótulo e que forma se adapta ao seu objetivo.Ler mais →
Filtros
Ervas e Plantas
Disponibilidade
Marca
Forma
Dieta
Objetivo
Preço
Extrato padronizado, planta em pó ou tintura: onde está a diferença
As plantas chegam à suplementação de três maneiras: como planta seca em pó, como extrato concentrado e como tintura líquida. A diferença não é só o formato. É a quantidade de compostos que acaba na cápsula ou no conta-gotas.
Pó, extrato e tintura não são a mesma coisa
A planta em pó é a raiz, a folha ou a flor moída, sem concentração. Está perto do uso tradicional, mas exige tomas maiores. O extrato passa por um processo com solvente que concentra a planta. No rótulo aparece uma razão como 10:1, ou seja, 10 gramas de planta deram 1 grama de extrato. A tintura é um extrato líquido, em álcool ou glicerina, prática quando quer ajustar a dose em gotas.
O que mais separa dois produtos com o mesmo nome é a padronização: o fabricante garante uma percentagem mínima de um composto medido, como os curcuminoides no extrato de cúrcuma. Sem essa indicação, dois frascos de 500 mg podem conter quantidades muito diferentes.
O que um suplemento de plantas pode e não pode dizer
Em Portugal, a DGAV regula os suplementos alimentares. Só são permitidas alegações de saúde autorizadas, e nenhum suplemento pode alegar prevenir, tratar ou curar doenças. Para a maioria das plantas ainda não existe uma alegação aprovada a nível europeu. Por isso, aqui e no resto da nossa gama de suplementos alimentares, descrevemos as plantas pela composição e pelo uso tradicional, sem promessas. Há ainda uma regra que poucos conhecem: uma planta ou o seu extrato só entra num suplemento se tiver histórico de consumo na União Europeia antes de 15 de maio de 1997. Caso contrário, é considerado novo alimento e precisa de autorização própria.
Como escolhemos as plantas que vendemos
Olhamos primeiro para a forma: preferimos extratos com a razão de extração indicada e, quando existe um composto medido, padronizados nesse composto. Depois para a dose por toma, porque 100 mg de extrato 10:1 não é comparável a 500 mg de planta em pó. E para as combinações: só aceitamos misturas em que cada planta está em quantidade útil, não em traços que servem apenas o rótulo. Trabalhamos há mais de dez anos, compramos diretamente às marcas e cada produto passa pela nossa equipa de compliance antes de ficar online. Veja como selecionamos as marcas.
Para quem esta categoria faz sentido
Faz sentido se já sabe o que procura, por exemplo raiz de ashwagandha para um período exigente, ou se quer trocar uma infusão por uma dose constante e conhecida. Faz menos sentido se espera um resultado rápido: com plantas, conte com duas a três semanas de uso regular antes de avaliar, e mantenha a mesma marca e a mesma dose durante esse período para poder comparar.
Dois avisos práticos que preferimos dar à partida:
- Se toma medicação regular, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de começar. Algumas plantas alteram o efeito de medicamentos.
- Na gravidez e na amamentação, muitas plantas não têm dados suficientes de segurança. Nesses casos, a escolha deve ser feita com um profissional de saúde.
Comece com uma planta de cada vez. Assim sabe o que está a funcionar, e o que pode retirar.
Perguntas frequentes
O que são suplementos de plantas medicinais?
São suplementos alimentares em que o ingrediente principal é uma planta ou uma parte dela: raiz, folha, flor, casca ou fruto. Podem apresentar-se como planta seca em pó, extrato concentrado, tintura líquida ou chá. Legalmente são alimentos, não medicamentos, e por isso servem para complementar a alimentação, não para tratar problemas de saúde. A vantagem face à infusão é a dose conhecida e constante em cada toma.
Qual é a diferença entre planta em pó, extrato e tintura?
A escolha depende de quanto quer concentrar a planta e de como prefere tomá-la.
| Forma | Concentração | Indicada para |
|---|---|---|
| Planta em pó | Sem concentração | Uso tradicional, doses maiores |
| Extrato seco | Concentrado, razão indicada | Cápsulas pequenas, dose estável |
| Extrato padronizado | Composto medido garantido | Comparar produtos e marcas |
| Tintura | Extrato líquido | Ajustar a dose em gotas |
Se quer comparar dois frascos, procure sempre a razão de extração ou a percentagem padronizada.
Quanto tempo demora até notar algum efeito?
Com plantas, o efeito raramente é imediato. Conte com duas a três semanas de uso diário antes de avaliar, e em alguns casos mais tempo. Isso não é uma limitação escondida, é a forma como estes produtos funcionam: a dose é modesta e depende da regularidade. Para poder concluir algo, mantenha a mesma marca, a mesma dose e o mesmo horário durante esse período. Se mudar tudo ao mesmo tempo, não vai saber o que fez diferença.
Posso tomar várias plantas ao mesmo tempo?
Pode, mas recomendamos começar com uma. Quando toma três ou quatro plantas de uma vez, deixa de saber qual está a ajudar e qual pode estar a causar desconforto. Se optar por uma mistura pronta, verifique a quantidade de cada planta por toma. Muitas fórmulas listam oito ingredientes, mas só dois estão em quantidade útil. É um dos motivos pelos quais recusamos misturas em que os restantes ingredientes aparecem apenas em traços.
As plantas podem interferir com medicamentos?
Sim, e é o ponto mais importante desta categoria. Natural não significa inofensivo. Algumas plantas conhecidas, como a erva-de-são-joão, podem reduzir ou alterar o efeito de vários medicamentos, incluindo contraceptivos e anticoagulantes. Outras podem somar-se ao efeito de medicação para a tiroide, para a tensão ou para a glicemia. Se toma medicação regular, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de começar e mostre o rótulo. É uma conversa de dois minutos que evita problemas.
Grávidas e mulheres a amamentar podem tomar suplementos de plantas?
A maioria das plantas não tem dados de segurança suficientes para a gravidez e a amamentação, por isso muitos rótulos indicam expressamente que não se destinam a estas situações. A ausência de dados não é o mesmo que risco confirmado, mas é motivo para prudência. Nestes períodos, a escolha de qualquer suplemento deve ser feita com o médico ou a parteira que a acompanha, que conhece o seu caso e a restante medicação.
Como leio o rótulo de um extrato de planta?
Procure três informações. Primeiro, a parte da planta usada: raiz, folha ou fruto contêm compostos diferentes. Segundo, a razão de extração, escrita como 10:1 ou 4:1. Terceiro, a padronização, por exemplo uma percentagem mínima de silimarina nas cápsulas de cardo mariano. Um rótulo que indique apenas "500 mg de extrato" não lhe permite comparar nada. É por isso que damos preferência a produtos que declaram estes três dados.
Porque é que estas páginas não prometem resultados concretos de saúde?
Porque a lei não o permite e porque não queremos enganar ninguém. Em Portugal a DGAV regula os suplementos alimentares: só podem ser usadas alegações de saúde autorizadas e nenhum suplemento pode alegar prevenir, tratar ou curar doenças. Para a grande maioria das plantas ainda não existe uma alegação aprovada a nível europeu. Preferimos então dizer-lhe o que o produto contém, em que forma e em que quantidade, e deixar a decisão informada do seu lado.


























